quinta-feira, 16 de abril de 2009

DATA VENIA, RP PRA QUÊ ?

Pesquisando na internet deparei-me com este artigo de Roberto de Castro Neves.
Excelente! Vale ler este e os demais no site deste maravilhoso profissional: http://www.imagemempresarial.com/

Segue...

Não basta colocar a foto do presidente na coluna social A S BRUXAS ANDAM SOLTAS NA EMPRESA. Houve aquela confusão com os clientes que resultou em várias cartas de reclamação aos jornais. Depois, na esteira dessas reclamações, uma jornalista escreveu uma série de matérias espinafrando a companhia. Teve até um político despirocado que andou tirando partido da questão dizendo coisas absurdas sobre o caso. No meio disso tudo, muito diz-que-diz-que entre os empregados, o pessoal parece desmotivado e a produtividade caiu. Para completar, as vendas desabaram nesse semestre. E desabaram feio. Este cenário surge na reunião de diretoria. Na verdade, o tema não fazia parte da pauta da reunião, até porque o tal desagradável episódio com os clientes era tido por todos como águas passadas. A grande vedete da reunião era, sim, o medíocre resultado de vendas do semestre que, para desespero do diretor financeiro, já mandara para o espaço o objetivo anual da empresa. Interessante é que o quadro acima descrito não foi apresentado pronto e acabado. Ele foi surgindo pouco a pouco, à medida que cada diretor comentava onde seus calos doíam. Cada elemento desse cenário - a insistência da mídia, a queda no índice de satisfação dos clientes, o clima de bode na organização - ia sendo apresentado um a um, como um fato independente, sem relação com os demais. Mas acabou sendo consenso que a coisa toda estava muito estranha. E, pela primeira vez numa reunião de diretoria, a culpa de todos os problemas não sobrava para o governo e sua política econômica.- Deveríamos contratar alguém para fazer um trabalhinho de relações públicas - arriscou timidamente um dos diretores. A sugestão não é nova. Volta e meia ela ressurge e é sumariamente derrubada. Como sempre, o diretor financeiro diz que não há dinheiro e lembra os gastos maciços em propaganda. O de marketing torce o nariz. RH desconversa com um: "Não sei se é por aí". E o diretor jurídico pergunta: "Data venia, RP pra quê?" Como nenhum dos presentes sabe responder, a solução é: talvez no ano que vem. Pronto. É a senha para todos voltarem à realidade dos negócios. Momento seguinte, começa o desfile dos centenários concursos para estimular vendas e de outros tantos velhos conhecidos programas de redução de despesas, das viagens internacionais ao cafezinho, passando, é claro, pelo enxugamento dos efetivos.Tenho certeza de que você já viu esse filme. Infelizmente é assim. O caminho ser percorrido entre a relação desses fenômenos estranhos - às bruxas soltas - e a necessidade de um trabalhinho de RP é longo. Aliás, muitas empresas nem esse trecho, percorrem. Perdem clientes, bons funcionários, quebram, mas não se rendem a essas coisas de americano. Outras, de postergação em postergação, vão consumindo suas preciosas energias tapando o sol com a peneira. Um dia, porta arrombada, moral no chão, dá-se o salto qualitativo:- Precisamos do trabalho de um RP. Contratemos um assessor de imprensa. Aleluia! Bem, aleluia em termos. Saltamos de uma situação em que se ignorava a necessidade de serviços de RP para outro estágio, em que ainda se desconhece o que vem a ser RP, seu alcance, suas tecnologias, seus fundamentos. No Brasil, assessoria de imprensa é uma espécie de porta de entrada da atividade de RP. O positivo é que as empresas podem, sem saber, estar plantando dentro delas a semente da atividade no seu sentido global. É claro que esse assessores vão pagar todos os seus pecados no processo entre a semente e o fruto. Cedo vão descobrir que, na verdade, foram contratados para dar um urgente "cale a boca" naquela jornalista encrenqueira. Seus préstimos também serão solicitados para colocar, na primeira página, as declarações inteligentes do presidente da empresa e, nas colunas sociais, notinhas simpáticas sobre ele e sua adorável família. E vão frustar aqueles que os contrataram se a tal jornalista resistir aos seus encantos, almoços, jantares e brindes e continuar pegando no pé da empresa. Esses hoje denominados assessores de imprensa terão prestado um grande serviço se, apesar de tudo, conseguirem vender o peixe - de que clientes, funcionários, acionistas, imprensa, autoridades, políticos, sindicatos, opinião pública em geral e outras tribos fazem parte de um mesmo ecossistema que precisa ser olhado e tratado como um todo. E mais: que o profissional para tratar dessas coisas chama-se relações-públicas. Aqui e na China.

O artigo Data Venia, RP pra quê?, foi publicado na revista EXAME/6 de outubro de l999 página 162. Roberto de Castro Neves é consultor de empresas.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Vírus no Twitter: saiba como se proteger

Daniel Ionescu, da PC World / EUA
13-04-2009
Worm, que atacou durante este final de semana, mudou e continua causando estragos; veja o que fazer.


O worm que atacou o Twitter neste final de semana sofreu mutações e continua a invadir a popular rede de microblogging. Apesar de o Twitter estar tomando providências para controlar a situação, analistas de segurança temem que novas alterações do worm continuem a causar problemas ao longo da semana.
O worm, batizado de “StalkDaily”, foi criado por Mike Mooney, um adolescente de 17 anos, e agora gera milhares de spams com a palavra “Mikeyy”. Este é o quarto ataque da praga em quatro dias, que envia posts no Twitter a partir de contas infectadas, sem o conhecimento do dono do perfil.
Como se proteger do MikeyyAntes de qualquer coisa, especialistas alertam usuários para não clicarem em links de mensagens com as palavras "Mikeyy" ou "Stalkdaily”. É recomendado usar clientes de desktop para Twitter como o Twhirl ou o TweetDeck (disponíveis para PC e Mac) e não utilizar a versão web do Twitter, principalmente para visitar perfis de usuários (já que é aí que os ataques parecem se originar).
Como uma medida extra de segurança, você pode desativar o JavaScript em seu navegador. Quem usa Firefox pode aproveitar o add-on No-Script, que impede scripts indesejados de rodarem.
Como remover o MikeyySe você notar alguma atividade suspeita em seu perfil que inclua as palavras que citamos, muito provavelmente você está infectado. É muito importante que os usuários não “retweetem” nenhum dos falsos posts.
Limpe o cache de seu navegador e desative o JavaScript. Faça login no Twitter e delete todas as mensagens postadas automaticamente em seu perfil que contenham a palavra “Mikeyy”. Você pode ativar de volta o JavaScript e, assim, mudar sua URL e "resetar" a configuração de cor de seu perfil. Além disso, mudar sua senha pode ser uma boa medida de segurança.
Depois de cumprir esses passos, faça log out de sua conta e continue usando o Twitter via um software cliente.

Fonte: http://pcworld.uol.com.br

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Maravilhoso

Assim defino o site Johnnie Walker para o Black Label.
Vale a visita.
Preencha seus dados corretamente à medida em que forem questionados.
Ao final da apresentação entenda porque.
Para apaixonados por uísque.
Saúde!

http://www.johnniewalkerblacklabel.com.br

Para saber mais sobre a marca, vale este post completo do Mundo das Marcas:
http://mundodasmarcas.blogspot.com/2006/05/johnnie-walker-keep-walking.html

Crise inverte tendência e classes mais altas encolhem, segundo FGV

As classes de renda mais alta vêm sendo, até o momento, as mais afetadas com a crise global, segundo estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Os efeitos da turbulência mundial se intensificaram em 2009, quando mais brasileiros deixaram as classes AB e C, revela a "Crônica da Crise: ressaca e Resiliência Recentes", divulgado nesta quarta-feira.
De setembro a fevereiro, a classe AB diminuiu 3,8%. A classe AB, pelo critério da FGV, engloba famílias com renda superior a R$ 4.807. Já a classe C [renda domiciliar entre R$ 1.115 e R$ 4.806] encolheu 0,9% em igual período.
Ao mesmo tempo, a classe D [renda domiciliar de R$ 804 a R$ 1.114] cresceu 1,1%, e a classe E [renda abaixo de R$ 804] teve expansão de 5,1%.
"A crise afetou os mais qualificados e os mais educados. Mas os impactos foram generalizados", afirmou o economista Marcelo Neri, responsável pela pesquisa.
Nos últimos cinco anos, o movimento das classes foi exatamente o inverso ao verificado desde o agravamento da crise. Desde fevereiro de 2003, a classe AB aumentou 39,7%; já a classe C cresceu 25%. Em igual período, encolheram as classes D (-18,2%) e E (-38,4%).
Segundo Neri, a mudança de direção na movimentação das classes econômicas se intensificou a partir de janeiro.
"Janeiro aparece como o ponto crítico da crise até agora, do ponto de vista de transição da composição das classes econômicas. A crise que começa nas bolsas lá fora e aqui no país chega ao bolso do cidadão comum", observou.
Fonte: Folha de São Paulo
Escrito por: Cirilo Junior

terça-feira, 7 de abril de 2009

Raio X do Marketing em 30 anos de McDonald’s

Dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles e um pão com gergelim é uma receita de sucesso no mundo inteiro desde 1955. Há 30 anos o Brasil conheceu a lanchonete que hoje está entre as mais importantes do mundo e que já é reconhecida como um restaurante. Em 13 de fevereiro de 1979 o McDonald’s abriu não só sua primeira loja no Brasil como também na América Latina e, naquela época, o Marketing não poderia oferecer ao público mais do que uma comunicação racional, focada em apresentar a empresa e suas vantagens.
Em 1955, quando o primeiro ponto-de-venda da rede foi inaugurado em Chicago, EUA, o McDonald’s entendia que o Brasil era um mercado difícil para uma empresa crescer. Após a inauguração da primeira loja no país a previsão foi abrir 50 restaurantes em até 20 anos. A comunicação que marcou a chegada da rede no Brasil era baseada em valorização do dinheiro, na limpeza, no conforto, na qualidade do produto e até na presença de um ar condicionado nas lojas. De acordo com o vice-presidente de Marketing do McDonald’s no Brasil, Mauro Multedo, a década de 1980 foi quando o McDonald’s começou a se inserir no cotidiano da família brasileira e o momento onde a concorrência surgiu para competir com a rede. Pizza Hut, Subway e Habbib’s inauguraram suas primeiras lojas nesta época, enquanto o McDonald’s lançava o mote “Esse é o momento. Que gostoso que é”. A década seguinte foi marcada pela chegada do personagem Ronald McDonald’s, e também pela expansão de suas operações para novas cidades e ainda a entrada de outros players no mercado como KFC e Arby’s no Brasil.
A evolução da marca no Brasil teve grande repercussão principalmente com o lançamento das McOfertas e neste período o McDonald’s também começou a desenvolver as franquias. O momento favorável rendeu um aumento no número de pontos-de-venda na empresa e consequentemente iniciou um processo de contratação de novos funcionários o que fez da rede uma das principais companhias geradoras de primeiro emprego no Brasil até hoje.
Na década de 1990, a estabilidade econômica no país, principalmente com o Plano Real, fez com que o McDonald’s conquistasse novos consumidores, o que inclui a classe C. Nesta época surge o mote “gostoso como a vida deve ser”, baseado em uma comunicação voltada para o lado emocional.
Neste período o McDonald’s já possuía 500 restaurantes abertos no Brasil e isso possibilitou uma redução de preços com o objetivo de se destacar da concorrência. Além disso, a rede pode lançar novos produtos e programas de acessibilidade para atrair consumidores. Prova de que a estratégia deu certo é que o faturamento anual da rede atingiu R$ 5 bilhões em 2008, 0,1% a mais que todas as transações econômicas feitas no país no ano anterior. Este dado foi obtido por um estudo da FGV Projetos, que aponta ainda que 7% dos gastos com alimentação fora de casa das famílias brasileiras são feitos no McDonald’s.
Em entrevista ao Mundo do Marketing, Mauro Multedo, vice-presidente de Marketing do McDonald’s, aponta os diferenciais da empresa, principais estratégias de Marketing da rede, construção da marca McDonald’s no Brasil, variedade de público, investimento, entre outros temas importantes para o Marketing. O executivo concedeu entrevista durante o Fórum ABA Branding, realizado no Rio de Janeiro.
Mundo do Marketing: O McDonald’s completou 30 anos no Brasil em fevereiro. O que você destaca de mais importante nesta história?Mauro Multedo: McDonald’s trouxe para o Brasil uma forma de ver o mercado de alimentos e refeições que produziu um efeito renovador no mercado, em um momento em que se abriu o ciclo e a rede se beneficiou de maneira diferente do mercado. Trouxe para todo o mercado esse benefício, além de práticas de logística que beneficiam o mercado como um todo com uma maneira de produzir e distribuir seus produtos. Uma grande contribuição que qualquer empresa gostaria de poder dar.
Mundo do Marketing: Assim como na maior parte do mundo, o McDonald’s é uma marca muito forte no Brasil. A que você atribui essa força?Mauro Multedo: Principalmente ao talento e determinação de pessoas que lideraram este processo. Demandou disciplina, equipe, capacidade para montar esta equipe e treinamento constante. Estes são fatores que não aparecem para o público normalmente. Mundo do Marketing: O McDonald’s é um restaurante democrático. Todas as classes sociais estão lá. Como é trabalhar com diferentes públicos?Mauro Multedo: É muito fácil. Basta respeitar os seres humanos, que são seus clientes e se parecem conosco. Basta pensar em você mesmo e os profissionais de Marketing poderiam aprender muito com isso. Nosso sistema é franqueado e se multiplica sempre associado a ações locais e estas são circunstâncias geográficas que não alteram a qualidade da relação com nossos clientes. Hoje o McDonald’s recebe cerca de 50 milhões de pessoas por dia em toda a rede no Brasil. Não há discriminação de nada porque você vê pessoas de terno comendo junto com outros de sunga. Entra as duas da manhã enquanto alguns estão saindo para balada e outros saindo do trabalho e as pessoas se sentem bem desta maneira e criam este ambiente.
Mundo do Marketing: Existe um perfil mais claro do consumidor que é cara do McDonald’s?Mauro Multedo: Não me arriscaria a dizer isso porque eles são familiares. Num momento você é filho e no outro é pai. A filha passa a ser namorada, noiva, esposa e mãe. Núcleos familiares se formam e procuramos ter estas pessoas como principais clientes.
Mundo do Marketing: A cada ano cresce a preocupação com a alimentação saudável. O McDonald’s também mudou nos últimos anos, oferecendo, além dos hambúrgueres, sanduíches de frango, peixe e até salada. Como foi esta mudança?Mauro Multedo: Esta mudança está inerente ao processo. O primeiro restaurante não era apenas uma lanchonete, mas sim um programa para família. Era natural ter uma variedade pequena naquela época. Era sobremesa, hambúrguer, refeição ligeira, etc. A mudança de papel de lanchonete para fast food aconteceu e hoje é um restaurante. Quando passa a ser uma opção de comer fora de casa passa a apresentar e oferecer maior variedade. É uma evolução natural. O que o McDonald's teve de mais característico foi a preocupação obsessiva pela qualidade do alimento. Jamais hesitou em melhorar seus produtos e essa foi uma atitude de coragem muito grande, mas hoje é uma necessidade da maioria das empresas que queiram permanecer com a fidelidade de seus clientes.
Mundo do Marketing: Qual é o percentual de participação dos alimentos saudáveis nas vendas no Brasil?Mauro Multedo: Frango é 15% das vendas, o peixe representa 5% das vendas. As saladas contribuem com cerca de 3 a 4% das vendas. Os acompanhamentos, como cenouritas e a batata frita também tem grande importância nas vendas do McDonald’s.
Mundo do Marketing: Outro produto diferente é o McCafé. Qual é o objetivo da rede com este produto? Mauro Multedo: É oferecer um ambiente a mais para o cliente em momentos do dia que ele precisa parar para pensar. É como tomar um café em qualquer lugar. É um McDonald’s diferente, em um ambiente de relaxamento. Pelo que a gente observou, o McCafé não atraiu um público diferente, mas sim oferecemos mais uma opção. São momentos diferentes, mas o público é o mesmo.
Mundo do Marketing: Em ano de Olimpíadas e Copa do Mundo o McDonald’s sempre elabora um cardápio especial. Este ano, sem esses eventos, haverá uma ação especifica?Mauro Multedo: Isto é recente, começou em 2002. Isto cria uma personalidade da nossa relação com os eventos. Nas Olimpíadas, o McDonald’s é o restaurante oficial. Não é só um patrocínio, é o restaurante da Vila Olímpica. Já estamos num plano para a Copa de 2014 no Brasil, que para nós começa quando terminar a final da Copa da África do Sul, em 2010.
Mundo do Marketing: O McDonald’s tem investido cerca de 59 milhões no Brasil a cada ano. Quanto a rede vai investir neste ano?Mauro Multedo: A despeito de toda essa crise que estamos acompanhando, as previsões de investimento no Brasil foram preservadas. O McDonald’s deve abrir 24 novos restaurantes este ano e os planos estão em pleno curso.
Mundo do Marketing: Quanto é destinado a área de promoção?Mauro Multedo: O orçamento sempre baseado em vendas muitas vezes é punido por isso por motivos externos, quando as vendas não acompanham o ritmo do crescimento. Mas, ultimamente, temos tido uma performance boa que nos permite crescer nos últimos anos. Este ano o valor investido em Marketing deverá ser o mesmo valor do ano passado, em torno de R$ 50 milhões.
Mundo do Marketing: Quais ações de Marketing a rede pretende realizar neste ano?Mauro Multedo: Pretendemos fortalecer tanto a parte de marca quanto a performance da economia. Não queremos perder nossa base de clientes e estamos atentos aos que possam estar debandando. Vamos fazer quantas mudanças forem necessárias para que essa base possa permanecer fiel. Não abriremos mão desses clientes porque se conquistar uma base dessas é difícil, reconquistar é mais difícil ainda.
Mundo do Marketing: Um grande foco da comunicação da rede está no ponto-de-venda. Quais ações vocês fizeram que deram mais sucesso?Mauro Multedo: Nosso negócio é ponto-de-venda. O mais importante é o investimento contínuo na satisfação de nossos clientes. Temos indicadores permanentes, como os cliente misteriosos que fazem uma avaliação. Nossa operação dentro dos restaurantes tem que ser perfeita e o Brasil tem uma das melhores do mundo junto com a China. Em geral esta é uma preocupação muito grande porque temos a consciência de que no nosso negócio não importa o quanto a marca seja conhecida ou quanto valor tenha, cada nova experiência soma ou anula a experiência anterior. Então ter um cliente insatisfeito é um risco que nós não podemos correr.
Mundo do Marketing: E o que está planejado para este ano?Mauro Multedo: Preservar e ampliar se possível nossa base de clientes. Há movimentos dentro da sociedade brasileira ligados não só à economia mas também à educação e que favorecem o crescimento das classes C e D e estamos nos preparando para ser cada vez mais frequentados por estas classes. Não será preciso inventar um McDonald’s novo para atendê-los.
Mundo do Marketing: Grande parte dos colaboradores do McDonald’s são jovens que estão em seu primeiro emprego. Como vocês fazem para manter o padrão do serviço?Mauro Multedo: Tem cinco fatores que funcionam nesta direção: treinamento, treinamento, treinamento, treinamento e treinamento. Se puder colocar mais uma eu diria que é treinamento de novo. Procuramos ensinar a trabalhar em equipe, ter responsabilidade, valores que você ganha para o resto da vida. Sabemos que para a maioria este é o primeiro contato com o trabalho. Sabemos que eles vão desenvolver suas carreiras, mas o que procuramos dar desde o início é a oportunidade de eles fazerem carreira dentro do McDonald’s. Os que ficam acabam se formando no McDonald’s, já que no Brasil existe a Universidade do Hambúrguer onde há um treinamento para o cargo de gerente. Os quatro últimos presidentes mundiais do McDonald’s foram iniciados dentro do restaurante, assim como o presidente da empresa no Brasil. Para se tornar gerente não é obrigatório ter passado pela Universidade do Hambúrguer, mas é difícil não ser porque são cerca de 40 mil funcionários.
Fonte: http://www.mundodomarketing.com.br
Texto de Thiago Terra thiago@mundodomarketing.com.br

Como se não bastasse...

GM faz recall para cerca de 31 mil picapes S10 e Blazer
A GM (General Motors) anunciou nesta terça-feira recall para 30.935 as picapes S10 e Blazer --ano e modelo 2009-- por possíveis falhas em uma peça que fica em cima do capô do motor, que pode se desprender.
Segundo a montadora, fazem parte da convocação 28.669 unidades da S10 e 2.266 da Blazer, com número de chassis de 9C400021 até 9C439714.
No comunicado, a empresa informa que "há uma não conformidade na montagem do defletor do capô do motor, que pode ocasionar trincas nas torres de fixação do componente", com chance de ocorrer o desprendimento da peça e risco de acidentes.
Os proprietários dos veículos devem comparecer a uma concessionária da marca para verificação e eventual substituição da peça, que tem efeito estético, e da adição de duas presilhas de fixação.
Segundo a Fundação Procon-SP, o recall envolve os modelos adquiridos da concessionária ou de pessoa física.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 702 4200 e pelo site www.chevrolet.com.br.

Confiança do consumidor cai em março, aponta associação

confiança do consumidor brasileiro caiu em março, ficando em 121 pontos na média de todas as regiões do país, contra 129 em fevereiro e 142 em março de 2008, divulgou hoje a ACSP (Associação Comercial de São Paulo) em pesquisa da Ipsos.
A região Nordeste continua como a menos otimista, com 105 pontos. Na outra ponta, a região mais otimista é a Norte/Centro-oeste, com 141 pontos, seguida pela Sudeste (124 pontos) e Sul (121 pontos).
No balanço geral, segundo a pesquisa, o brasileiro permanece confiante no futuro da economia da sua região: 38% acham que ela vai ficar mais forte, contra apenas 16% que ela vai ficar mais fraca. Sobre a situação presente, 40% dos entrevistados disseram achar que a economia da sua região está forte, enquanto 30% acham que está fraca.
Em relação à situação financeira pessoal, 56% dos consumidores acham que ela vai melhorar, enquanto só 8% que vai piorar.
Em relação ao emprego, os dados da pesquisam revelam que apenas 28% dos entrevistados se sentem mais seguros e estáveis no trabalho, contra 40% menos seguros. Já o número de pessoas conhecidas dos entrevistados que perderam o emprego, que permanecia em torno de 3,7 pessoas de março a dezembro de 2008, subiu para quatro pessoas em março de 2009.
A pesquisa Ipsos/ACSP mostra ainda que, em março, 44% dos consumidores ouvidos são menos favoráveis para compra de produtos como eletrodomésticos, contra 33% mais favoráveis.
A pesquisa nacional ACSP/Ipsos faz mil entrevistas domiciliares por mês, em nove regiões metropolitanas e 70 cidades. A margem de erro é de 3 pontos percentuais. Fonte: http://www1.folha.uol.com.br