quarta-feira, 23 de outubro de 2013
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Os próximos dez mercados mais quentes para o e-commerce
Jean Christian Mies, Vice Presidente Sênior da Adyen para a América Latina
De acordo com
inúmeros estudos de mercado o e-commerce está em franco crescimento em várias
regiões do mundo. Por isso, empresas atuando neste setor colocaram seu foco nos
últimos anos em mercados como o Brasil, China, Rússia e Índia. E embora estes
mercados ofereçam oportunidades de negócio muito interessantes, em sua maioria
eles também possuem grandes desafios de regulamentação, de infraestrutura e de
altos custos operacionais.
Muitos de
nossos clientes internacionais nos perguntam qual será a próxima geração de
países a serem considerados para uma expansão global. Portanto analisamos os
mercados nos quais atuamos e identificamos vários países que oferecem
perspectivas de crescimento e ambientes para investimentos muito interessantes
para empresas de e-commerce de atuação internacional.
Seguem abaixo
os dez mercados mais quentes a serem considerados por comerciantes online em
sua próxima onda de expansão global, incluindo informações úteis sobre os
principais meios de pagamento em cada mercado:
1. México (Crescimento do PIB: 3,7%): O México é o segundo maior mercado de
tecnologia da América Latina, ao lado do Brasil, e o que cresce mais rápido.
Seu PIB deve ultrapassar 4,9% em 2014 e previsões dizem que o País será uma das
dez maiores economias até 2020. Em 2011, o e-commerce mexicano chegou à marca
de 3,6 bilhões de dólares, o que representa um aumento de 30% em comparação a
2010. Hoje, 70% das compras online são feitas via cartão de crédito, mas muitos
cartões mexicanos não aceitam transações cross-border, então é recomendado um
adquirente local de cartões. Como alternativa, pagamentos em dinheiro para bens
online via lojas de conveniência são um método de pagamento popular, assim como
os pagamentos parcelados – o que todos os bancos adquirentes oferecem.
2. Coreia do Sul (Crescimento do PIB:
3,7%): Em 2012, o
mobile commerce ultrapassou o e-commerce em total de vendas e a projeção de
gastos online deve chegar a US$ 1.190 por comprador em 2016. No entanto, navegar pelo
ambiente de pagamentos pode ser um desafio, já que existem aproximadamente 15
formas de pagar online. A Coreia do Sul tem uma das taxas de penetração de
cartões de crédito mais altas da Ásia (70%), mas a maioria dos cartões Visa e MasterCard exigem autenticações
separadas. Além disso, certifique-se de que seu site de e-commerce é otimizado
para Internet Explorer, já que cartões de crédito e débito locais só podem ser
processados por este browser utilizando plug-ins especiais.
3. Austrália (Crescimento do PIB: 3%): Com previsão do e-commerce
ultrapassar os 37 bilhões de dólares em 2013, a forte economia australiana é a
opção lógica para expansão internacional. Visa e MasterCard são de uso
predominante, mas a relação de cartões de débito e crédito é de 2 para 1. O
PayPal concentra cerca de 10% das transações na Austrália.
4. Turquia (Crescimento do PIB: 4,1%): O e-commerce turco tem observado
crescimento de 20% a 25% ano a ano e, atualmente, tem a maior taxa de
crescimento do PIB deste Top 10. A penetração de cartões de crédito é de 60% e
pagamentos parcelados via cartão de crédito são muito populares. No entanto,
esse método só é oferecido através de bancos turcos locais. Comerciantes online
precisam trabalhar com diversos bancos, já que parcelamentos só são gratuitos
para clientes que utilizam os cartões do próprio banco.
5. Polônia (Crescimento do PIB: 2,1%): Débito online direto do banco é o
método preferencial para pagamentos no e-commerce polonês. No entanto, com mais
de 20 bancos oferecendo débito direto no país, comerciantes online precisam ter
conexões com cada banco para aceitar pagamentos online de seus clientes. Muitas
vezes, consumidores fazem pagamentos em dinheiro em lojas locais de
conveniência e agências de correio ou via caixas eletrônicos, que então geram
as transações de pagamentos online. Przelewy24 e M-payment são métodos de
e-banking que conectam múltiplos bancos, garantindo o pagamento sem o risco de
estornos.
6. Suécia (Crescimento do PIB: 1,8%): O e-commerce na Suécia cresceu 12% em
2012, com serviços relacionados a viagens somando 30% de todo o gasto online. A
penetração do mobile aqui está entre as mais altas da Europa (93%), então
smartphones e tablets são um importante canal de comércio. Pagamentos na Suécia
são dominados por Visa e MasterCard (40%), pagamentos via fatura /
parcelamentos (26%) e pagamentos via online banking (25%) para os maiores
bancos como Swedbank, Handelsbanken, SEB e Nordea.
7. Japão (Crescimento do PIB: 1,2%): A China e a Coreia do Sul
ultrapassaram o Japão como o maior mercado de e-commerce, mas o país se mantém
como uma sólida oportunidade para comerciantes – se você entender como os
japoneses preferem pagar. Cerca de 85% da população japonesa tem cartão de
crédito, mas apenas 12% dos pagamentos são processados por esse canal. Dinheiro
ainda continua sendo usado em 11% dos pagamentos online – seja via C.O.D. ou
pré-pagamento em lojas de conveniência. Cerca de metade dos cartões de crédito
japoneses são JCB, seguidos por Visa, MasterCard, Diners Club e American
Express. Outros meios de pagamentos no e-commerce incluem cartões pré-pagos e
e-wallets (Edy), assim como transferências bancárias off-line. Apenas 3% de
todas as transações são feitas a partir de dispositivos móveis.
8. Holanda (Crescimento do PIB:
3%): Per capita, a
Holanda é uma potência do e-commerce. Gastos online excederam os US$ 6
bilhões em 2012 com expectativa de crescer 10% em 2013. O uso de cartões de
crédito é baixo na Holanda. O método de pagamento predominante é o iDEAL, um
sistema de online banking interbancos, que tem mais de 55% do mercado e é
aceito por mais de 80% dos comerciantes online. Pagamentos via débito direto
online e transferências também são populares.
9. Canadá (Crescimento do PIB:
1,9%): Com uma
população de apenas 35 milhões de habitantes, o Canadá geralmente é ignorado
por comerciantes dos EUA em termos de expansão internacional. O fato é que as
vendas online no Canadá cresceram 24% em 2012 e deve chegar a US$ 35 bilhões
até 2016. Como é de se esperar, o Canadá é um mercado forte para cartões de crédito,
mas o PayPal também é amplamente usado, assim como cartões de débito.
10. Bélgica (Crescimento do PIB:
5%): A Bélgica fecha
o Top 10, onde 53% dos internautas compram online e o e-commerce deve crescer
20%. Assim como na Holanda, a penetração de cartões de crédito na Bélgica é
baixa. Lá, o método mais popular de pagamento é o Bancontact / Mr Cash, um
cartão de débito local da Maestro que é processado como uma transação em tempo
real. Outros métodos populares incluem pagamentos diretos via bancos online,
como ING e Dexia, mas também são feitas transações online diretas.
Agora você
deve estar se perguntando “Eu realmente preciso oferecer moedas locais e dar
suporte a métodos de pagamento alternativos para ter sucesso no exterior?”. A
resposta é... não, não precisa. Entretanto, nossos dados mostram que pagamentos
processados localmente podem aumentar sua conversão de vendas em 35% ou mais.
Isso não somente aumenta a velocidade e a taxa de aprovação das transações, mas
também evita altas taxas de câmbio.
Fonte: firstcom.com.br
terça-feira, 11 de junho de 2013
É RP, ESTÚPIDO
Hoje a Folha de São Paulo publicou (assim como faz todas as terças-feiras) artigo do Nizan Guanaes, presidente do grupo ABC, no caderno Mercado (pág B8 – veja aqui).
Com o título “É a propaganda, estúpido”, Nizan aborda hoje as transformações “disruptivas” que a propaganda vem passando e os desafios que encontra para continuar a inovar e crescer, mas principalmente, se relacionar e cumprir com o seu papel: vender.
O brincadeira do título do artigo de Nizan com o título deste post se dá ao ligarmos este texto com outro, de autoria do mesmo publicitário, publicado em setembro de 2011 e que foi alvo de um texto meu à época. Na ocasião o artigo de Nizan chamado “Se você conseguir lá…” falava sobre a abertura de uma agência por ele em Nova Iorque (EUA); mas não uma agência de publicidade, uma agência de Relações Públicas.
No artigo de hoje Guanaes salienta que o padrão do consumidor está mudando rápido, cada vez mais este público (ou nós, pois somos consumidores) estamos mais e mais informados, temos mais acesso à comparativos de preços, qualidades e principalmente defeitos e opiniões de outros consumidores, o que influencia na decisão de compra.
Fonte:http://www.blogrelacoes.com.br
terça-feira, 4 de junho de 2013
Entenda um pouco a ciência das cores no marketing
Por que o Facebook é azul? De acordo com a revista The New Yorker, o motivo é simples. É porque Mark Zuckerberg é daltônico e não percebe a distinção entre vermelho e verde. Isso significa que o azul é a cor que ele enxerga melhor. Em suas palavras, Zuck diz: “azul é a cor mais rica para mim. Eu posso ver tudo em azul”.
Não é tão científico, certo? Bem, embora o caso do Facebook não seja “o caso”, existem vários bons exemplos de como as cores de fato influenciam nossas decisões em uma compra. Afinal, a visão é o sentido que se desenvolveu com mais força nos seres humanos. É natural que 90% da avaliação de um produto correspondam ao quesito cor.
Então como as cores nos afetam e o que é a ciência das cores no marketing de verdade? Como nós também estamos querendo melhorar o Buffer*, essa foi uma parte essencial para aprendermos mais. Vamos mergulhar em alguns dos estudos mais recentes sobre o assunto.
Primeiro: você consegue reconhecer as marcas online levando em conta apenas as cores?
Antes de mergulharmos na pesquisa, aqui alguns ótimos experimentos que mostram como a cor sozinha é poderosa. Baseado apenas nas cores dos botões, você consegue identificar a qual companhia pertence cada um?
Exemplo 1 (fácil):
Exemplo 2 (fácil):
Exemplo 3 (médio):
Exemplo 4 (difícil):
Esses são exemplos do designer do Youtube, Marc Hemeon. Eu acho que mostra o verdadeiro poder das cores, mais que qualquer estudo consegue. Quantos você consegue acertar? Todas as respostas estão no final do texto**.
Quais cores despertam quais sentimentos em nós?
O que as cores despertam em nós nem sempre é óbvio. A Logo Company desenvolveu um ótimo quadro explicativo sobre quais cores são melhores para determinadas empresas e o motivo. Aqui alguns bons exemplos:
| PRETO | |||
| Qualidades | definido, confiável, forte, poderoso, preciso, profissional, direto | ||
| Melhor para | construção, corporações, petróleo, financeiras, moda, manufatura, cosméticos, mineração, marketing, comércio |
| VERDE | |||
| Qualidades | natural, orgânico, jovem, nutritivo, instrutivo, educacional, aventuroso, ecológico, calmo | ||
| Melhor para | medicina, ciência, governo, recrutamento, negócios ecológicos, turismo, recursos humanos |
| AZUL | |||
| Qualidade | credibilidade, calma, limpeza, foco, profissional | ||
| Melhor para | medicina, ciência, utilidades, governo, planos de saúde, tecnologia, recrutamento, negócios, justiça, tecnologia da informação, dentistas, corporações |
Especialmente se nós dermos uma olhada no que as maiores marcas estão usando, muitas escolhas se tornam óbvias. É claro que todas essas empresas têm o objetivo de despertar uma emoção específica:
Especialmente quando queremos comprar algum produto, as cores podem representar um papel essencial. A empresa de análises KISSmetrics criou um infográfico sobre a ciência das cores e como elas influenciam nossas compras.
Especialmente o papel do verde se destaca como a cor mais relaxante e pode ser utilizada para tornar o processo mais fácil. Na verdade nós não escolhemos essa cor intencionalmente para a Buffer, mas ela tem se saído muito bem até agora.
Em uma segunda olhada, também percebi que o preto é bastante utilizado em produtos de luxo. Claro, é sempre óbvio se pensarmos bem. Aqui o infográfico completo:
Como melhorar o seu marketing com o uso das cores
Isso parece mero entretenimento, mas o que de fato pode ser aplicado nos sites ou apps? A resposta ainda está por vir a partir de alguns bons camaradas da KISSmetrics. Se você está construindo um negócio cujo objetivo é atrair mulheres, aqui um conselho da KISSmetrics para você:
- Mulheres amam: azul, roxo e verde
- Mulheres odeiam: laranja, marrom e cinza
Caso o aplicativo seja voltado apenas para homens, as regras do jogo são um pouco diferentes:
- Homens amam: azul, verde e preto
- Homens odeiam: marrom, laranja e roxo
Outro bom experimento da Performable (agora HubSpot), quis saber se apenas mudar a cor de um botão faria diferença. Eles começaram com a simples hipótese de escolher entre duas cores (verde e vermelho) e tentaram adivinhar o que aconteceria.
Para verde, a intuição deles foi: verde passa ideia de natural e meio ambiente, é amplamente utilizado nos sinais de trânsito para sugerir “siga” ou o movimento em frente.
Para vermelho, as conclusões foram: a cor vermelha, por outro lado, comunica excitação, paixão, sangue e atenção. Também é utilizada como sinal de pare. Vermelho também é conhecido por chamar atenção.
Então, no teste A/B entre verde e vermelho, a cor campeã certamente foi a verde, por ser mais amigável. Isso foi o que eles acharam. O botão vermelho superou o verde por 21%.
É importante ressaltar que nada foi mudado, além da cor do botão: mais pessoas (21%) clicaram no botão vermelho, que no verde. Todo o resto continuou igual na página. Então foi a cor que fez a diferença.
Isso me fez pensar. Se nós fossemos ler todas as pesquisas antes desse experimento e perguntássemos a cada pesquisador qual versão se sairia melhor, tenho certeza de que a maioria responderia verde. Não tanto.
Na minha empresa, a Buffer, nós conduzimos vários experimentos para melhorar nossas taxas de conversão por meio da mudança das cores. Embora os resultados não fossem tão claros, nós vimos uma grande mudança. Uma hipótese é que para uma ferramenta de compartilhamento em redes sociais, o uso das cores seria menos uma barreira para conseguirmos cadastros.
Apesar de todos os estudos, generalizações são extremamente difíceis de fazer. Qualquer mudança que você fizer, trate primeiro como uma hipótese e veja qual o experimento funciona de fato para você.
Último fato rápido: por que hyperlinks são azuis? Isso é algo que sempre me interessou e é de fato uma boa história. É para dar o melhor contrate entre o azul e o cinza dos websites.
Aqui está uma explicação completa:
“Tim Berners-Lee, o grande inventor da web, é conhecido também por ter feito os hyperlinks azuis. O Mosaic, um antigo browser de internet, dispunha as páginas em um fundo cinza (horrível) e o texto preto. A cor mais escura disponível na época, que não era o mesmo preto do texto, era a cor azul. Então, para destacar os links no texto, e ainda assim mantê-los fáceis de ler, a cor azul foi selecionada.”
(Bennet Feely, Quora.com Discussion)
Eu acho extremamente fascinante a maneira como manipulando um fator tão simples como uma cor podemos interferir tanto na experiência das pessoas. O que você descobriu em termos de cores e marketing? Eu adoraria ler suas ideias sobre isso. Deixe seu comentário.
*Aplicativo social que agrega diferentes redes sociais e foi desenvolvido pelo autor do artigo.
**Respostas do desafio: Exemplo 1: Facebook, Exemplo 2: Google, Exemplo 3: Flickr, Exemplo 4: LinkedIn
Leo Widrich é o co-fundador do Buffer, um mecanismo inteligente para o compartilhamento de conteúdos no Twitter e no Facebook. Outros textos do autor sobre eficiência e satisfação dos clientes no blog do Buffer. Siga-o no Twitter. Ele é um cara legal!
Fonte:administradores.com.br
terça-feira, 14 de maio de 2013
Clientes podem pagar conta pelo celular
Um produto novo de pagamentos móveis (também conhecido por mobile payment) será experimentado em Jundiaí. Junto com mais quatro cidades do Estado, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Sorocaba e Osasco, a cidade integra projeto experimental, pelo qual será possível, já neste mês, realizar transferências, fazer pagamentos, compras e saques por meio do telefone celular.
O produto, lançado hoje pela MFS (Mobile Financial Service, joint venture) formada pela Telefonica International e pela MasterCard Worldwid, será disponibilizado apenas aos usuários de celulares da Vivo. O objetivo é desenvolver soluções de pagamentos móveis no Brasil, especialmente para aquelas pessoas que não possuem conta em banco, das classes C/D/E.
O sistema irá operar diretamente pelo telefone celular, utilizando o canal de voz, permitindo seu uso mesmo pelos aparelhos mais básicos. A adesão ao sistema é gratuita e feita diretamente na tela do celular, de forma simples e autoexplicativa. O usuário poderá carregar a conta pré-paga e começar a fazer sua movimentação de forma mais segura. Segundo o Banco Central, mais de 50 milhões de brasileiros não têm conta em banco. Para realizar transações, serão cobradas taxas.
fonte: Jornal de Jundiaí
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Empresas em redes sociais: por que o modelo atual não sobreviverá
A ideia é bem simples. No topo, fica o indicador principal da empresa, que diz respeito a vendas, faturamento, lucro ou retenção de clientes. Ou seja, o retorno real sobre o investimento, representado pela sigla ROI (return on investment). Essa premissa é inalterável: resultado financeiro é o que as empresas buscam. É para isso que elas um dia foram criadas.
Como consultor, venho implantando em empresas a pirâmide de métricas, ferramenta crucial no método de content marketing.
No segundo patamar, estão os indicadores-chave de performance, que herdam da língua inglesa a sigla KPI (key performance indicator). Dizem respeito aos fatores cruciais para vendas. No terceiro nível, a base da pirâmide, habitam todos os outros números que possam ser mensurados. Por isso, é chamado de painel de controle.
O conflito
É exatamente entre o primeiro e o segundo nível que mora o problema. Profissionais de comunicação quase sempre atribuem a métricas operacionais o status de KPIs. É disso que reclamam os CEOs.
Equipes inteiras se empenham em produzir conteúdos para redes sociais. Orgulham-se de seus resultados de engajamento — que exigem mesmo capacidade de comunicação e domínio das plataformas. No entanto, negligenciam uma etapa importante ao não responderem uma pergunta que CEOs adoram fazer: como isso tudo vira dinheiro?. A resposta é: não viram.
KPIs são — ou deveriam ser — representadas pelo número de pessoas endereçáveis. Aqueles potenciais clientes que a marca é capaz de identificar, classificar e contatar, não importando o meio de comunicação pelo qual isso vá ser feito. Nesse ponto, as redes sociais mais populares deixam a desejar. As empresas têm acesso a informações básicas de cada cadastro, como o nome e a região, o que o torna inútil.
As consequências
Ainda não li uma notícia assim: “Empresa dá salto em vendas graças à comunicação por redes sociais“. Pelo contrário: no Black Friday de 2012, as redes sociais responderam por menos de 1% das vendas online.
Não é difícil compreender o fiasco se pensarmos que 77% dos CEOs americanos entendem que seus profissionais de marketing não dão a mínima para as vendas. E não dão mesmo. Aqui, no Brasil, só 8% das marcas que têm presença digital estão preocupadas em aumentar as vendas via redes sociais.
Conversei a respeito disso com especialistas de diversos países nos Estados Unidos, no ano passado, durante um inesquecível happy hour após um evento. Estavam à mesa, além de mim, três americanos, dois holandeses, um irlandês, um francês e um inglês que atua no Canadá. Todos são consultores ou donos de agência de content marketing.
Descobri que a onda das redes sociais já havia passado pelas empresas daqueles países e tinha sido efêmera por causa da crise econômica que eles vêm enfrentando. Com a corda no pescoço, ou os esforços de comunicação geram resultados financeiros ou são cortados. Naquele amadurecimento forçado pela crise, redes sociais deixaram de ser o caminho. É o que, mais lentamente, começa a acontecer no Brasil.
Durante o happy hour, me lembrei de um e-mail que recebera poucos dias antes de um social media de vinte e poucos anos de idade, que se definiu assim:
“Faço parte de uma geração de visionários que estão revolucionando a comunicação das empresas brasileiras”.
Foi o discurso de muitos entusiastas como esse rapaz que confundiu o mercado poucos anos atrás. Com medo daquela onda então desconhecida chamada social media, as empresas acharam melhor não subestimar a novidade e embarcaram na corrida eufórica por follows e likes. Só que já começou a acontecer aqui o mesmo que nos Estados Unidos e na Europa, onde o tal status de visionário perdura só até a hora de prestar contas.
Foco
Um plano de comunicação deve começar pelos fins. Ou seja, pela definição dos objetivos. Aonde se quer chegar vem primeiro. Como chegar lá vem depois, trazendo a reboque toda a operação. Só nesse momento é que vai se determinar se Facebook, Twitter e cia servem ou não. Normalmente, eles entram como suportes. São, portanto, métricas da base da pirâmide. Mas estão longe de ser um fator crítico de sucesso, papel que cabe a técnica mais conectadas com a operação comercial, como inbound marketing, eventos online e presenciais, blogs corporativos e outras táticas de content marketing.
Ser eficaz, e não visionário, é o nome do jogo.
Sobre o autor: Cassio Politi é diretor de content marketing da Tracto. É autor do livroContent Marketing - O Conteúdo que Gera Resultados, que será publicado em abril de 2013. Já prestou consultoria e ministrou cursos em 25 estados. Twitter: @tractoBR.
Fonte: Tracto Content Marketing
Google já permite que usuários possam decidir o que fazer com suas informações depois que morrerem
O grande e cada vez mais poderoso Google anunciou na quinta-feira (11) o lançamento de uma nova função que permitirá aos usuários de seus serviços online, como Gmail ou YouTube, decidir o que querem fazer com todas as suas informações armazenadas quando partirem deste mundo. Segundo mensagem em um de seus blogs oficiais:
“Hoje lançamos uma nova função que torna mais fácil comunicar ao Google o que você quer fazer com seus ativos digitais se você morrer ou não puder mais usar sua conta. Esperamos que esta nova função lhes permita preparar sua vida digital após a morte, de uma forma que proteja sua vida privada e sua segurança”.
“Gestão de conta inativa” foi o nome escolhido para essa nova função que agora será incorporada à página que oferece uma série de serviços do Google, como mensagens do Gmail, vídeos do YouTube, os álbuns de foto Picasa, a rede social Google+ e o serviço para armazenar e compartilhar fotos Drive.
Ou seja, você poderá agora decidir o futuro de seus dados contidos em suas contas quando estas ficarem inativas. Ainda segundo o Google:
“Por exemplo, você pode escolher destruir os dados, depois de três, seis ou doze meses de inatividade. Ou você pode selecionar contatos de confiança para receber os dados”.
Tudo bem, mas se acontecer algum mal entendido? Pois é, já pensando nisso e para evitar acidentes, a empresa explicou que antes de qualquer ação de sua parte será enviada uma mensagem até sua conta através do telefone celular ou a um endereço de correspondência alternativo que tiver informado.
Embora comprovadamente o brasileiro não tenha o perfil de querer pensar na posteridade, sem dúvida, é um assunto que merece uma atenção especial.
Via Exame
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