quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Novas regras para publicidade infantil





Governador Geraldo Alckmin deve sancionar ainda em janeiro dois projetos de lei que pretendem impor novas regras para anunciar alimentos a crianças e vender lanches com brinquedos

McDonald´s, Bob´s e Burger King estão entre as principais marcas que podem ter que rever a sua estratégia de relacionamento infantil

Crédito: SXC

Os dois projetos de lei que pretendem impor novas regras para anunciar alimentos com baixo teor nutritivo a crianças e vender lanches junto com brinquedos devem ser sancionados pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) ainda neste mês de janeiro. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, órgãos de defesa do consumidor, como o Instituto Alana e Idec, se preparam para apresentar ao governador dados capazes de comprovar a interferência da publicidade e dos brindes na educação das crianças.

McDonald´s, Bob´s e Burger King estão entre as principais marcas que podem ter que rever a sua estratégia de relacionamento infantil. O texto que proíbe a venda de alimentos com brinquedos ou brindes, o PL 1.096 de 2011, é de autoria do deputado Alex Manente (PPS). Já o PL 193 de 2008, criado pelo deputado Rui Falcão (PT), não só obriga os anúncios de alimentos e bebidas "pobres em nutrientes, com alto teor de açúcar, gorduras saturadas ou sódio" a serem veiculados no rádio e na TV apenas entre 6 e 21 horas, como também veta o uso de personagens e celebridades infantis. Ambos os textos foram aprovados em dezembro de 2012 pela Assembleia Legislativa paulista (Alesp).


Fonte: Meio e Mensagem


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Marcas na Marca... qual o preço real disso?


Caixa suspende novos financiamentos à MRV por lista de trabalho escravo.
A Caixa Econômica Federal suspendeu nesta quarta-feira (2) a concessão de novos financiamentos à MRV Engenharia, uma das principais parceiras do banco e a maior receptora de recursos do programa Minha Casa, Minha Vida.

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Segundo balanço financeiro da construtora, "a companhia foca suas operações majoritariamente no programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida".

De R$ 1,027 bilhão de vendas contratadas no terceiro trimestre de 2012 --último balanço trimestral da MRV--, 93% delas foram elegíveis ao programa MCMV (Minha Casa, Minha Vida).

Em 30 de setembro do ano passado, o estoque a valor de mercado da empresa totalizava R$ 4,63 bilhões. Desse total, 79% das unidades eram elegíveis ao programa do governo federal.

A suspensão ocorre após uma das filiais da construtora mineira ter sido incluída no cadastro do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) de empregadores que submeteram funcionários a condições análogas às de escravidão.

"A Caixa Econômica Federal informa que suspendeu a recepção e contratação de novas propostas de financiamento de produção de empreendimentos com a referida empresa", informou o banco em nota, ressaltando que "já adotou as mesmas providências" anteriormente.

As operações da companhia já contratadas junto à Caixa não serão suspensas. "Os empreendimentos já contratados terão seu curso normal, tanto no que diz respeito à liberação das parcelas, quanto ao financiamento para os adquirentes das unidades habitacionais", informou o banco estatal.

CADASTRO DO MTE

Para ter o nome retirado do cadastro de trabalho escravo, o MTE impõe como condição o monitoramento direto ou indireto, por dois anos, para "verificar a não reincidência na prática do trabalho escravo e o pagamento das multas resultantes da ação fiscal".

Além de responderem a processos, os empregadores incluídos na lista perdem o direito a financiamentos privados e públicos, o que inclui recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Em comunicado nesta quarta-feira, a MRV afirmou que a inclusão --ocorrida na última semana de dezembro-- é referente a uma fiscalização conduzida em 2011, "em que foram identificadas supostas irregularidades promovidas por empresa terceirizada que prestava serviços para a MRV, a qual não trabalha mais para a companhia desde 2011".

11 INFRAÇÕES

Segundo informações do ministério, em fiscalização realizada no início de 2011 foram resgatados 11 trabalhadores que atuavam na obra do Edifício Spazio Cosmopolitan, em Curitiba (PR).

Os 11 autos de infração incluem ausência de registro dos trabalhadores, alojamento sem condições adequadas de conservação, higiene e limpeza e ausência de local para refeições no canteiro de obras e de instalações sanitárias.

"A MRV contratou parte dos trabalhadores por intermédio de empresas empreiteiras fornecedoras de mão de obra (terceirização ilícita), dentre as quais a V3 Construções, objeto da ação fiscal e flagrada mantendo trabalhadores em regime de escravidão contemporânea", informou a assessoria do ministério em nota.

REINCIDENTE

Em agosto passado, a MRV já havia tido dois projetos incluídos na lista do Ministério do Trabalho: Residencial Parque Borghesi, em Bauru, e Condomínio Residencial Beach Park, em Americana, ambos no interior de São Paulo.

Na ocasião, a Caixa, que é signatária do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil, também suspendeu a concessão de novos financiamentos.

Em setembro, a empresa obteve liminar em mandado de segurança no STJ (Superior Tribunal de Justiça) para ter seu nome retirado do cadastro.

AÇÕES

As ações da construtora e incorporadora registravam forte desvalorização nesta quarta-feira (2) na Bovespa, na contramão dos demais papéis do setor, que operavam em alta. Às 12h08, o papel da MRV caía 3,59%, a R$ 11,55, enquanto o Ibovespa --principal índice de ações da Bolsa brasileira-- subia 2,52%.

No comunicado de hoje, a companhia informou que está tomando medidas e ações cabíveis para promover a exclusão de seu nome do cadastro "e prestar os devidos esclarecimentos necessários junto aos órgãos competentes e ao mercado em geral".

"A MRV construiu uma reputação alicerçada na ética, na credibilidade e no respeito a todos com os quais se relaciona e vem a público reafirmar seu compromisso com a responsabilidade social", acrescentou.




fonte: folha de são paulo

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Deputados de SP vetam lanche com brinde; norma precisa ser sancionada por governador


A Assembleia Legislativa Paulista (Alesp) aprovou dois projetos de lei que restringem a publicidade de alimentos a crianças e proíbem a venda de lanches com brindes ou brinquedos. Para entrar em vigor, as normas têm de ser sancionadas pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Se aprovadas, as leis devem atingir principalmente propagandas e promoções de redes de fast food que vendem combinados de hambúrgueres e refrigerantes acompanhados de brinquedos.


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Projetos para limitar a oferta de brindes na venda de lanches infantis tramitam na Alesp pelo menos desde 2007. Um dos aprovados, o PL 1.096 de 2011, do deputado Alex Manente (PPS), proíbe a venda de alimentos com brinquedos ou brindes. E prevê multa, em valor a ser definido.

O PL 193 de 2008, do deputado Rui Falcão (PT), impede o uso de personagens e celebridades infantis na propaganda e brindes associados à compra. E restringe os horários para propaganda no rádio e na TV de alimentos e bebidas "pobres em nutrientes, com alto teor de açúcar, gorduras saturadas ou sódio". Eles ficariam impedidos de serem veiculados das 6 às 21 horas. E totalmente proibidos em escolas.

Manente e Falcão amparam suas argumentações no Código de Defesa do Consumidor e no combate à obesidade infantil. Um dos argumentos é de que a criança "não completou sua formação crítica e não possui capacidade de distinção e de identificação do intuito lucrativo e apelativo da promoção".

Questionados pelo jornal O Estado de S. Paulo, Bob’s, McDonald’s e Burger King afirmaram que cumprem a legislação vigente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




Fonte: Notícias UOL

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Geomarketing amadurece no Brasil e conquista mercado

Não é tarefa fácil. Um pequeno erro e todo o plano escapa.
A materia a seguir fala sobre essa estrategia que enfim começa a ser praticada e a ganhar força, embora já a façamos há vários anos.





O Geomarketing está em um momento crucial no Brasil. Utilizado de forma amadora há 20 anos, o uso de ferramentas de localização geográfica evoluiu e alcançou importância dentro da estratégia de expansão das empresas. Não é por acaso que grandes grupos como Coca-Cola e O Boticário usam o Marketing Geográfico e pequenas e médias empresas já começam a mirar em sistemas de busca com foco na geolocalização.
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Parte da possibilidade de expansão do Geomarketing se deve ao avanço da tecnologia e até mesmo à popularização de ferramentas de localização. Nesse sentido, ganham destaque os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e plataformas do Google, como o Google Earth e o Google Maps. O avanço na área de Tecnologia da Informação (TI) também é outro fator, que permitiu a grupos privados o desenvolvimento de programas e sistemas que direcionam as marcas para suas áreas de atuação.

Os setores, inclusive, são os mais variados possíveis. Entre os que mais se valem de estratégias relacionadas ao Geomarketing atualmente estão o bancário, o varejista e o imobiliário. “A semelhança entre eles é que a concorrência é muito acirrada e, ao mesmo tempo, todos têm a gestão de TI bastante parecida. Nesse caso, a mudança de paradigma é incorporar um pensamento não pré-estabelecido e usar o Geomarketing em seu sistema de inteligência, o que promoveria uma verdadeira mudança”, indica Eduardo Francisco, professor da FGV e consultor de Geomarketing, em entrevista ao Mundo do Marketing. 

Do ponto de vista econômico, a estabilização do mercado nacional também é fator fundamental na utilização de ferramentas ligadas ao Marketing Geográfico. “O Brasil está crescendo, a classe C se estabeleceu como consumidora, a população de forma geral está comprando cada vez mais e as empresas precisam saber onde estão esses compradores. O Geomarketing apresenta isso de forma muito clara. Se há cinco anos a Geofusion tinha 15 clientes, por exemplo, hoje são mais de 200 empresas em diversos setores”, avalia Pedro Figoli, CEO da Geofusion, em entrevista ao portal.

Trilhando o caminho
Apesar de ter encontrado seu caminho no Brasil e estar se consolidando em alguns setores, a utilização do Geomarketing ainda precisa evoluir. “O Marketing Geográfico se divide em três níveis de maturação. O mais comum é que as empresas promovam sua base de clientes e fornecedores em um mapa e, a partir dele, entenda sua atuação. Essa é a porta de entrada para quem quer seguir por esse caminho”, avalia Eduardo Francisco.

No segundo nível, segundo o especialista da FGV, a empresa delimitará sua área de influência e tomará decisões mais elaboradas. É nesse ponto que ela começa a fazer análise de que região da cidade terá mais concentração de clientes, em qual área tem mais concorrência, em qual não tem muita atuação e poderia fazer uma futura expansão.

O trabalho, nesse segundo nível, pode ser exemplificado com o que os shopping centers fazem ao definirem o local onde serão construídos. “As principais operadoras desse tipo de estabelecimento já desenvolvem, há algum tempo, suas análises, direta ou indiretamente, ferramentas de geolocalização. As boas incorporadoras e desenvolvedoras imobiliárias também possuem bons núcleos de inteligência de mercado, que também utilizam essas ferramentas”, afirma Sylvio Augusto de Sá, Conceituador e Desenvolvedor do Sistema de Mapeamento Estratégico e Colaborador do MundoGEO, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Um case pertinente nessa segunda fase do Geomarketing no Brasil é do O Boticário, que tem um trabalho de geolocalização antes da ampliação da rede por meio das franquias. “Hoje são mais de três mil lojas e a marca usa de maneira muito forte nosso sistema OnMaps. O Geomarketing melhora o retorno sobre o investimento de forma mais rápida para o grupo. O programa ajuda na divisão, por exemplo, da rede de franqueados, além de pensar em diversos outros formatos: dividir um bairro, um quarteirão, uma cidade”, explica Pedro Figoli.


Consolidação
A terceira e mais complexa fase do Geomarketing no Brasil é a incorporação das plataformas de gerenciamento de mapas ou inteligência geográfica em processos de controle de qualidade ou previsão de vendas. “Nesse nível, incluo a variável geográfica dentro da variável geral do modelo de vendas”, pontua Eduardo Francisco.

A partir desse parâmetro, a Coca-Cola Femsa é exemplo. Uma das distribuidoras das marcas da Coca-Cola no Brasil trabalha o Geomarketing para entender melhor o sistema de pontos de venda, coordenando a entrega de linhas de produtos por meio do sistema OnMaps. “A Coca-Cola Femsa adequa cada produto para cada tipo de mercado. Ela traz a inteligência para indústria para olhar mais para o preço, vendas e produtos”, afirma Pedro Figoli.

Ideal, o terceiro nível, no entanto, não é o mais consolidado no país e o desafio para o mercado nacional é que as marcas compreendam e assimilem esse formato de Geomarketing. “Desses três níveis, 90% das empresas está no um. Por mais maduras ou maiores em seus mercados de atuação, muitas simplesmente colocam um mapa na frente e tomam decisões a partir dele. Pouco menos de 10% estão no segundo nível e, uma pequena parcela, envolve estatística baseada em dados geográficos. O objetivo é que todas cheguem ao último nível. O Geomarketing não define quem estará em primeiro lugar, mas certamente é um diferencial competitivo quase fundamental”, completa Eduardo Francisco.

Fpnte: Mundo do Marketing




Instagram pode vender fotos pessoais sem aviso ou pagamento




Instagram pode vender fotos pessoais sem aviso ou pagamento


Na sua primeira grande alteração de política de propriedade intelectual desde que foi adquirida pelo Facebook, a aplicação móvel Instagram criou uma cláusula nos termos de utilização e privacidade que estabelece que o serviço poderá comercializar as fotografias dos utilizadores sem qualquer notificação ou pagamento aos autores das mesmas.


A decisão transfere os direitos de autor das imagens para as mãos do Instagram, de forma vitalícia e sem quaisquer contrapartidas. “O Instagram não reclama a propriedade de quaisquer conteúdos que sejam publicados no serviço ou através do mesmo. Em contrapartida, o utilizador vem por este meio conceder ao Instagram uma licença não exclusiva, totalmente paga e livre de royalties, transferível e sub-licenciável para utilizar, à escala mundial, todos os conteúdos colocados no serviço ou através do mesmo”, lê-se agora nos termos de utilização do Instagram .


As alterações permitem ainda que o Facebook licencie as imagens a outras empresas ou organizações, mesmo que estas pretendam utilizar as fotografias em acções publicitárias – as palavras “transferível” e “sub-licenciável”, agora acrescentadas ao contrato, assim o ditam. Isto tornará o Instagram “a maior agência de fotografias a nível mundial”, sublinha o site especializado em tecnologia Cnet.




As alterações aos termos de utilização e privacidade do Instagram entram em vigor a partir do próximo dia 16 de Janeiro de 2013. De acordo com o Cnet, os utilizadores que não se quiserem submeter a estas condições não têm outra solução senão apagar as suas contas antes deste período. Segundo a mesma fonte, mesmo que os utilizadores decidam apagar as suas contas mais tarde, todas as imagens publicadas depois de 16 de Janeiro poderão ser utilizadas pelo Instagram para fins comerciais.

Fonte: http://marketeer.pt

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Um pouco da história e do papel do blog corporativo

por: Cassio Politi


Blog corporativo é a espinha dorsal de um bom plano de content marketing. Além dos benefícios de posicionamento da marca, proximidade do público e ganho de relevância nos resultados de buscas do Google, serve como orientação para a linha editorial adotada nos demais canais.

Os blogs nasceram e se estabeleceram com propósitos pessoais. Em dezembro de 1997, o especialista em tecnologia da informação Jorn Barger criou o termo weblog, que significa registro na web. Dois anos mais tarde, Peter Merholz, que atualizava seu diário online chamado Peterme.com, decidiu fazer uma brincadeira com o nome. Ele quebrou o termo em we blog. Assim surgiu o termo blog, que se popularizaria nos anos seguintes por todo o mundo.

Em 1999, foi criado o serviço blogger.com, que quatro anos depois seria comprado pelo Google. Em 2006, havia 50 milhões de blogs no mundo todo. Em 2012, o número saltou para perto de 160 milhões, embora o índice médio de atualização seja de cerca de 45%. Isso significa que mais da metade das pessoas abandona seus blogs em algum momento.

A popularidade do Blogger só é comparável à do WordPress, que, por ser uma ferramenta de código aberto, atraiu desenvolvedores e hoje beira os 60 milhões de usuários.

Em 2012, calcula-se que haja 31 milhões de blogueiros nos Estados Unidos. Uma pesquisa do Blogging.org mostrou que 8% conseguem sustentar suas famílias com a receita que conseguem obter com seus blogs. Isso resulta em aproximadamente 2,5 milhões de pessoas.

Content marketing
Muitas empresas entenderam as vantagens do blog: é flexível em formato e linguagem. A linha editorial dos posts é livre. Permite colocar em prática a ideia de que, para formar audiência, o conteúdo deve ser útil. Para isso, compartilha-se conhecimento. Não se faz oferta de seus produtos e serviços. Por causa dessas vantagens, seis em cada dez companhias americanas mantêm um blog corporativo. 

Nesse aspecto, as empresas dos Estados Unidos estão muito à frente das brasileiras, que na quase totalidade dos casos criam seus blogs, mas não inovam na linguagem. Publicam nele textos que noticiam a própria empresa em vez de tornar o conteúdo útil para as pessoas.

É comum haver uma preocupação excessiva com aspectos visuais, dedicando pouca atenção ao conteúdo. De fato, alguns conseguem ser visualmente atraentes. Um exemplo é o blog do Squarespace, que prima pela boa combinação de cores e distribuição dos elementos. Mas apenas um layout impactante não basta. É necessário que o conteúdo seja útil para os leitores.

Fonte: Tracto http://www.contentmarketing.blog.br


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A 'banquinha' de James Bond vende quase de tudo


Logo nos primeiros minutos de Skyfall, a nova aventura do espião britânico James Bond, uma perseguição acaba com herói e vilão lutando em cima de um trem. Mas os vagões não carregam qualquer produto. Em cima dele estão uma máquina pesada - com a marca "Cat", da americana Caterpillar, estampada em letras garrafais - e automóveis do modelo Beatle, da Volkswagen.
Os automóveis da montadora alemã ganham direito até a uma menção por uma das personagens, a agente Eve, vivida pela atriz Naomie Harris. E este é só o começo de um desfile de "merchans" - alguns disfarçados, outros nem tanto - que tomam conta da tela ao longo dos 143 minutos do longa-metragem dirigido por Sam Mendes.
Esse tipo de inserção misturada à história, que hoje toma conta das novelas e começa a chegar também ao cinema nacional, é disputada pelas empresas porque é uma forma "glamourosa" de promover uma marca. "É algo que os americanos fazem muito bem", diz Bruno Wainer, da produtora Downtown Filmes. "É um tipo de publicidade de resultado." É também uma forma de reduzir o risco de orçamentos milionários - e o do novo 007 é de US$ 150 milhões.
Em Skyfall, algumas das ações publicitárias são "subliminares". O espião sempre foi conhecido pelos seus ternos bem cortados, mas os vestidos pelo ator Daniel Craig no filme são especialmente justos ao corpo. Embora ninguém no filme mencione ou mostre de onde vieram os trajes, foi amplamente divulgado que eles foram criados pelo estilista Tom Ford.
Ao redor do mundo, incluindo o Brasil, o figurino do espião virou alvo de editoriais de moda em revistas, o que ajuda a aumentar o "cacife" da grife. Ainda no setor de moda, os relógios Omega e os cristais da Swarovski também fazem "participações especiais". Sem motivo aparente, a câmera parece insistir em focalizar o pulso de Daniel Craig em vários momentos.
Outras logomarcas, no entanto, aparecem de forma mais evidente. A marca de computadores Vaio, da Sony, ganha a tela toda a vez que o laboratório da agência secreta é o cenário. O gênio da computação Q (Ben Whishaw), que fornece armas e suporte técnico ao espião, aparece diversas vezes trabalhando em um Sony Vaio.
Até o antes intocável Martini, a bebida preferida de James Bond, foi desafiada em nome do merchandising. A cervejaria Heineken teria desembolsado US$ 75 milhões em uma megacampanha relacionada ao 23.º filme de 007. Em Skyfall, no entanto, a cerveja faz uma mera ponta, do tipo "pisque e perca". Por poucos segundos, James Bond aparece nos braços de uma mulher enquanto bebe a cerveja.
Mas o investimento da Heineken na associação com o espião foi mais amplo: em um anúncio bem-humorado que entrou no ar pouco antes da estreia do filme, Daniel Craig aparecia tomando uma Heineken por alguns segundos, ao lado de outra atriz do filme, Bérénice Marlohe, a bond girl Sévérine. / F.S.
Fonte: http://www.estadao.com.br
Colaboração: VDRuiz