sexta-feira, 23 de abril de 2010

Facebook: 5 Principais Erros de Marketing Digital

Ao contrário do Google, as redes sociais são “locais” de retenção dos consumidores: 1. No Google, ou nos outros motores de busca, passamos a 200.000 hora em direcção ao nosso destino. 2. No Facebook, com ou sem vaquinhas, as pessoas estão lá. De 2008 para 2009, segundo a Nielsen, o tempo de permanência online no Facebook teve um crescimento de 500%, passando os 20 biliões de minutos gastos online.

Autor: Tiago Silvério Marques





Hoje, a Pastelaria do Chico Careca pode ficar no mapa, tornando-se conhecida em Portugal, interagindo online, com os seus consumidores em tempo real.

Mas existem regras; é comum as empresas cometerem 5 erros online, que as impendem de ter a tão desejada diferenciação e notoriedade:

1) Perfis Pessoais: as empresas devem usar uma Page no Facebook, os perfis são para as pessoas que criam e gerem a Page. Os Perfis Pessoais usados por empresas:

a) São uma actividade não desejada pelo Facebook, cuja maior preocupação é manter perfis reais.

b) Tem limite de 5.000 “amigos”

c) Não oferecem informações de Marketing úteis para quem gere.

2) Falta de Proposta Social: as Pages no Facebook mais bem-sucedidas são as que oferecem uma proposta social agregadora:

a) O que os consumidores preferem é dar e receber informações relevantes sobre as suas paixões numa Page no Facebook que discuta por exemplo gastronomia. Assim pode destacar o seu restaurante promovendo a discussão de gostos gastronómicos, em vez de tentar vender a sua solução numa Page exclusivamente sobre a sua marca.

3) Não Ouvir o que os consumidores querem, aproveitando para resolver os problemas que eles têm.

a) Porquê abrir mais um restaurante de comida tradicional portuguesa se os clientes querem é sushi?

b) Porque não abrir um restaurante que muda de conceito, consoante a moda, em vez de lutar para manter a sua oferta na moda? Com o Facebook e o Marketing Digital é fácil perceber qual será a próxima tendência.

4) Folhetos online: o abuso de mensagens digitais, pode inclusive ter o efeito contrário. As pessoas, importam-se cada vez mais com a sua privacidade e ao receberem mailings constantes deixam de ser suas fãs. O amor está de mãos dadas com o ódio.

5) Mais um Snack-Bar: Se não tem um plano e fluxo de informação, então porque é que vai atacar a sua concorrência fazendo igual a eles? Procure antes fazer uma pesquisa nos fãs da sua concorrência e ofereça-lhes aquilo que eles querem e a sua concorrência não está a fazer.

Truques para vencer com uma Page no Facebook:

1. Usar um nome que seja uma proposta social. Evite um nome que seja considerado publicidade não solicitada (Spam) ou demasiado genérico.

2. Anunciar o URL da sua Page no Facebook e criar um crachá.

3. Inserir texto personalizado na caixa de entrada incluindo palavras-chave sedutoras, para optimizar a sua posição nos motores de busca.

4. Inserir informações relevantes com palavras-chave e referências prioritários na sua página, escolhendo a categoria correcta.

5. Criar Static FBML, caixas e separadores para colocar conteúdos mais longos.

6. Posts e referências para o seu site (ou outros sites relevantes).

7. Adicionar fotos com legendas e eventos com descrições apropriadas usando palavras-chave.

8. Incentivar as discussões.

9. Ter referências à sua Page no Facebook em todos os seus sites.

10. Obtenha mais ligações internas Facebook com outros fãs e reforce a reciprocidade destas ligações.

Para escrever textos no Facebook (ou simplesmente online) existem as seguintes regras de ouro:

1) Textos curtos, sedutores, segundo o Metódo KISS: Keep It Simple and Stupid ou hoje Sexy: sendo simplesmente eficaz.

2) AIDA: Conseguir a atenção através de um bom título, desenvolver o interesse, criar o desejo e conduzir para uma acção imediata.

3) Os clientes compram Benefícios, Benefícios, Benefícios e Vantagens, não compram descrições e características técnicas.

4) Tornar as mensagens pessoais, dedicadas aos clientes, usando Você ou Tu.

5) Os clientes exploram a Internet instantaneamente: quebre os textos, use diferentes tipos de fontes, títulos, espaços brancos e cores que ajudem a digerir o conteúdo.

Ou seja, para conseguir ter sucesso no Facebook (ou na WEB 2.0) tem de:

Diferenciar-se> Ser Compreendido> Ter Participação> Lealdade> e Suporte

Em resumo

Lembre-se que nas redes sociais os consumidores querem mesmo interagir consigo, querem participar e sugerir formas de melhorar a marca.

O que se deve fazer para garantir o sucesso de uma Page no Facebook é dar o poder de referenciação aos seus clientes, aprender com eles, dar-lhes a oportunidade de falar consigo, encostar-se para trás e gozar a viagem.

Fonte: http://www.mktonline.net (Portugal)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Falta de figurinhas gera irritação, cota em bancas e silêncio da Panini

Por:Jorge Corrêa*

Apesar de ser uma mania há décadas, o álbum de figurinhas da Copa do Mundo deste ano vem surpreendendo quem vende e quem compra. Na cidade de São Paulo, menos de cinco dias depois do lançamento, em 11 de abril, já passou a ser difícil de encontrar as figurinhas na maioria das bancas da região de central e mesmo de locais mais distantes, gerando a irritação de consumidores e donos de banca.

“Todas as Copas é sempre assim. A Panini sempre manda um número bem menor de figurinhas que a procura”, afirmou Ricardo Carmo, presidente do Sindicato dos Donos de Bancas de Jornal de São Paulo. “Sabíamos que a procura seria grande, como sempre. Mas esse ano está uma loucura. Nunca tínhamos visto algo assim.”

Multinacional responsável pela produção e distribuição dos álbuns e das figurinhas, a Panini não divulga números de vendas ou até mesmo de distribuição, nem de anos anteriores. Mas o sindicato revelou que para a cidade de São Paulo, na primeira fase de vendas, foram disponibilizadas cerca de 1000 figurinhas para cada uma das 5000 bancas registradas na entidade, chegando mais ou menos 5 milhões de cromos.

Procurada pela reportagem do UOL Esporte, a Panini apenas divulgou uma nota entusiasmada por meio de sua assessoria de imprensa, mas sem maiores esclarecimentos:

“Comunicado Oficial: O álbum oficial da Panini Copa do Mundo Fifa 2010 - Africa do Sul, lançado no último dia 11/04 é um mega sucesso. A mania realmente contagiou a todos. Crianças, Jovens e Adultos estão colecionando e curtindo essa emoção. Os envelopes mal chegam às bancas e já se esgotam. Colecionadores comprando mais de 50 envelopes de uma única vez. Devido a este sucesso, em algumas bancas tivemos venda muito superior à esperada, gerando um desabastecimento temporário. A Panini Brasil, visando atender com qualidade e agilidade esta demanda, está reabastecendo todas as praças do Sudeste neste final de semana, evitando assim a falta dos envelopes.”


O problema gerado pelo desabastecimento já começa a repercutir entre colecionadores em redes sociais, como Twitter, Orkut e Facebook. “Tem dias em que eu passo em bancas de três bairros diferentes e já não tem figurinha. Esse povo tem de ser menos nerd”, brincou um colecionador. Vários já tentam entrar em contato com a editora por meio do perfil dela no Twitter, mas não recebem nenhuma resposta.

Algumas bancas realmente relataram que receberam uma nova carga de envelopes, mas que em poucas horas se esgotam. “Na sexta-feira [passada], entregaram uma carga mas acabou antes do meio dia. Terça agora deve chegar outra, só que quem quiser, é melhor vir bem cedo”, afirmou Geraldo Tatsui, dono de duas bancas na Avenida Brigadeiro Faria Lima, região oeste de São Paulo.

“A Panini não procurou o sindicato, não procurou as bancas, não procurou ninguém para falar como e quando seria a distribuição das figurinhas. Não temos dados oficiais nem nada. Fica difícil até falar para o pessoal o que vai acontecer”, explicou Ricardo Carmo.

E os próprios jornaleiros não sabem ainda como proceder. Apesar de donos de bancas e consumidores reclamarem da falta de novos envelopes de figurinhas, isso não acontece em todos os lugares. A localização de alguns pontos de venda é levada em conta na hora de serem enviadas novas cotas. É o caso da banca ‘A Japonesa’, na esquina da rua cônego Eugênio Leite com a rua Artur de Azevedo, de frente a um colégio desativado em São Paulo.

Cotas para manter os clientes
Sem saber exatamente quando será, ou se será, normalizada a distribuição dos envelopes de figurinhas do álbum da Copa do Mundo deste ano, algumas bancas da cidade de São Paulo estão adotando uma cota máxima ‘pacotinhos’ para cada consumidor. A ideia é tentar atender o maior número possível de pessoal e não perder clientes. Assim, cada um pode comprar apenas dez ou 20 envelopes por mês.

“Isso é um fato normal e não vemos problema nenhum nisso, para que os donos da banca possam ajudar todo mundo. É complicado alguém chegar e não ter mais as figurinhas. É uma situação difícil de administrar, então temos de fazer o que está ao nosso alcance”, disse o presidente do Sindicato dos Donos de Bancas de Jornal de São Paulo.

*Colaborou Vinícius Mesquita
Fonte: http://copadomundo.uol.com.br

Avaliação CH: Péssimo posicionamento. O esclarecimento da assessoria gera ainda mais expectativa de um produto que já frustrou o consumidor e desestimulou as vendas.
Para quem acha que gestão de risco e crise de imagem é falta de posicionamento em marketing. Pois é. O marketing "bem posicionado" gerou isso.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O caso é o seguinte:


Canadá - Um músico canadense que teve seu violão danificado durante um vôo nos Estados Unidos se transformou no novo hit na internet. Quase 4 milhões de pessoas já viram no YouTube um videoclipe que ele gravou com uma reclamação musicada contra a companhia aérea, informou a BBC Brasil.

O sucesso do vídeo fez com que a United Airlines, que inicialmente havia se recusado a indenizar o músico, revisse sua posição.

O vídeo do músico Dave Carroll, intitulado United Breaks Guitars (A United Quebra Violões), foi postado no começo de julho.

O incidente ao qual Carroll se referia ocorreu em março de 2008, durante uma escala em Chicago parte de um vôo de Halifax, no Canadá, a Nebraska, nos Estados Unidos, onde ele se apresentaria com sua banda de folk-rock Sons of Maxwell.

Compensação

Segundo o músico, o conserto de seu violão quebrado durante o transporte custou 1.400 dólares canadenses (o equivalente a R$ 2.425), mas a companhia inicialmente se recusou a pagar.

Após meses tentando, sem resultados, uma compensação da companhia, Carroll, de 41 anos, resolveu postar o videoclipe com a reclamação no YouTube.

"Vocês quebraram, deveriam consertar. Vocês são responsáveis, admitam. Eu deveria ter voado com outra companhia ou ido de carro, porque a United quebra violões", diz ele na música.

Em uma cena do clipe, atores representando carregadores de bagagem jogam entre eles, sem cuidado, uma caixa de violão, que cai no chão, enquanto Carroll e outros passageiros veem a cena das janelas do avião.

Com o sucesso do vídeo no YouTube, Carroll foi convidado para entrevistas em várias partes do mundo, incluindo o Oprah Winfrey Show, um dos programas de maior audiência da TV americana.

iTunes

O caso também trouxe benefícios para o músico. A canção United Breaks Guitars é atualmente a 20ª mais vendida na lista do iTunes no Canadá, e as vendas dos CDs da banda Sons of Maxwell também subiram.

Além disso, a fabricante do violão danificado ofereceu a ele um novo instrumento para ser usado em suas próximas composições.

Carroll disse à BBC que quando o seu vídeo no YouTube começou a fazer sucesso, a United escreveu uma carta a ele sugerindo compensá-lo pelo violão quebrado, mas ele diz ter negado e pedido à companhia que doasse o dinheiro a instituições de caridade.

O músico diz que em sua correspondência com a companhia ele prometeu compor três músicas sobre o incidente. Uma segunda música já estaria pronta e prestes a ser colocada na internet.

Em uma carta enviada a uma TV canadense, a United Airlines disse que está em contato com o músico e quer retificar seus erros no caso.

Um porta-voz da companhia disse ao jornal americano The Los Angeles Times que "o vídeo é excelente" e será usado em treinamentos internos sobre atendimento ao cliente.

Em entrevista à BBC, o músico disse que o sucesso do vídeo o surpreendeu. "Eu esperava ter um milhão de acessos em um ano", disse. Fonte? http://www.jornalvs.com.br

CHCOM: Agora pergunto. Por que as empresas insistem em tratar consumidores com descaso? Quanto custaria, na época, assumir o erro e indenizar o musico? Agora, quanto vai custar para a imagem da empresa esse erro? No minimo dez vezes mais.
Mesmo que tenhamos poucas empresas em um determinado segmento e tenhamos, de uma forma ou de outra, que consumir seus produtos e serviços, pergunto: vale a pena?
Um caso clássico, mas que acabou virando hit no Youtube. Como anda o atendimento de sua empresa? Como você vem lidando com as reclamações e clientes insatisfeitos? Sim, porque com os satisfeitos é muito fácil lidar.
Crie regras e, principalmente, assuma seus erros. Treine sua equipe e a mantenha em constante manutenção. O contato humano é ainda o grande diferencial de uma empresa seja em produtos ou serviços. Ainda não inventaram outro. Pense nisso.



quarta-feira, 24 de março de 2010

Reino Unido lança manual da "publicidade verde"

Defra organiza lista de "argumentos verdes de fachada" que os anunciantes devem evitar.

Fred Pearce - The Guardian
A partir desta semana, temos uma nova lista de “argumentos verdes de fachada” que os anunciantes devem evitar. A lista foi elaborada pelo Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais do governo do Reino Unido (a sigla em inglês é Defra). São apenas diretrizes e não vão salvar o planeta. Mas, ao normatizar a extensão dos produtos que podem ou não ser considerados como “verdes”, ao menos o departamento impede que as empresas anunciem que vão salvar o planeta.
Entre as maiores queixas reveladas pelo documento liberado para consulta – um rascunho do “guia das reclamações verdes” – constam descontentamentos bem gerais, como aqueles relativos a produtos que teoricamente se vendem como “eco” ou “amigos do ambiente”. Hoje, esses rótulos estão aplicados a diversos produtos, desde o hotel que serve comida local - mas deixa os holofotes do estacionamento acesos a noite toda -, até bens eletrônicos que, ao serem recolhidos pelas empresas responsáveis para reciclagem, não vão além do cumprimento das leis que regulam o assunto.
A Defra afirma que as queixas “verdes” devem ser “claras, corretas, relevantes e verificáveis”. Há uma enorme lista de pessoas que querem reclamar, mas dificilmente aparece um argumento que propicie possibilidades legais de combate à onda da publicidade verde.
De qualquer maneira, é reconfortante ver na lista menções a “etiquetas, símbolos e fotos” que frequentemente são mais efetivas na sugestão de “comprometimento verde” do que meras palavras. Um exemplo que causou estrondo foi o da Shell, que se meteu em encrenca um ano atrás com a Autoridade Normativa de Anúncios (sigla ASA, em inglês, uma espécie de “observatório da mídia”) por mostrar flores saindo de chaminés de uma estação de energia.
As grandes companhias sempre podem passar por cima das regras, “esverdeando” sua imagem corporativa ao mixar dois ou três produtos carregados de “publicidade verde” com uma série de outros, ambientalmente incorretos.
Neste aspecto, as petrolíferas são notórias. Esta coluna já se reportou uma série de vezes às estratégias de “purificação verde” da Beyond Petroleum (BP) e da Shell, que emporcalham o País com pôstres e anúncios de página dupla exaltando seu envolvimento com o fornecimento de “energia verde”, que na verdade perfazem uma magra fatia de seus investimentos (ultimamente vem ficando ainda menor).
Um outro problema é o que se entende por “produto”. Tomemos por exemplo a água engarrafada. O produto água não é mais nem menos verde que a água que sai de uma torneira. Se a garrafa tem algumas credenciais verdes (e muitas têm), então, “voilá!” -temos uma água “amiga do ambiente”. Ninguém se abala com a enorme pegada de carbono embutida no transporte dessa água, que pode vir de caminhão da França - ou outro lugar qualquer. Mas isso, é claro, é responsabilidade de outras pessoas.
O documento liberado para consulta é a maior evidência da fragilidade da Defra. Suas normas não têm força de leis. “As empresas não são obrigadas a prover informações sobre as credenciais ambientais de seus produtos”, diz o documento da Defra. “E a Defra não tem papel executivo na relação com os reclamantes”.
Isso é um problema. Um ano atrás, o Comitê Ambiental da Casa dos Comuns malhou o governo nesse sentido, ao requisitar um sistema legal para regulamentar as etiquetas verdes em produtos destinados ao consumidor final. “O governo tem um papel a desempenhar no policiamento do uso de etiquetas verdes e deve intervir diretamente na remoção daquelas que estejam levando a falsas conclusões”, disse o relatório do Comitê.
Há consenso sobre os padrões de eficiência energética para muitos bens. Os carros na União Européia têm de passar por um teste para mostrar quantos gramas de dióxido de carbono emitem por quilômetro rodado. Mas muitos produtos não têm esse padrão industrial, o que torna especialmente difícil a normatização.

Fonte: http://www.estadao.com.br

terça-feira, 23 de março de 2010

Boas famílias de marca versus o perigoso império de uma marca só

Branding - Jaime Troiano

Saiba como a marca-mãe evolui com outros produtos, serviços e manifestações da empresa potencializando os negócios
Há algum tempo, temos chamado a atenção para uma significativa e crescente tendência contemporânea do branding: o reforço da marca corporativa das organizações em seus produtos, serviços, suportes e manifestações. Sobre essa tendência, escrevemos livros e artigos, relatamos cases, realizamos pesquisas e temos feito vários trabalhos para diferentes empresas.
Do nosso ponto de vista, o reforço da marca-mãe tem origem em duas pressões diferentes, mas complementares. Do lado de fora das empresas, as pessoas querem saber “quem está por trás” de produtos e serviços cada vez mais abundantes e parecidos entre si. Do lado de dentro (embora essas fronteiras se tornem mais e mais tênues), são as próprias empresas que se ressentem da necessidade de criar um “halo effect”, um “guarda-chuva”, uma proteção contra as ruídos e crises de um mundo de negócios tempestuoso e barulhento.
Isso leva a esse movimento de se estender o DNA corporativo às diversas manifestações da marca. A presença do sinal corporativo – na embalagem, propaganda e em outros suportes - dá segurança e tranqüilidade aos que procuram um “selo de origem” ou “certificado de qualidade” e, ao mesmo tempo, cria um aval, uma chancela para os diferentes produtos ou serviços que passam a ficar mais resguardados sob a assinatura-mãe e mais potencializadas para o desempenho no mercado.
Sob uma lente mais ampla, esse é um movimento em favor da maior sustentabilidade dos relacionamentos entre empresas, seus públicos, o mercado e a sociedade. E com inegáveis vantagens para os resultados das empresas. Há inclusive estudos, em diferentes bolsas do mundo, demonstrando que as marcas corporativas com maior prestígio têm sido cada vez mais valorizadas no mercado e pelos investidores, sem contar o tanto que facilitam a expansão mais natural e segura dos negócios.
Unilever, Pepsico, Nestlé, Grupo Algar, Votorantim, dentre outras. Já são várias empresas que têm incorporado essa tendência de tornar mais evidente o seu código genético, a sua assinatura corporativa. E vêm adotando várias medidas, que vão desde revisões de procedimentos internos até as ações mais eloqüentes de propaganda, para demonstrar isso. No caso da Unilever, envolveu até uma campanha de aniversário da marca corporativa e de sua presença no Brasil.
No entanto, é preciso certo cuidado nesse processo, para evitar simplificações e açodamentos. A nossa observação cuidadosa e atenta sobre essa movimentação nos permite apontar duas grandes “tentações” na incorporação do referencial corporativo. E vale refletir sobre elas pelo risco que representam.
1. O poder imperial de uma marca só – há uma enorme tentação de, no embalo da mudança, colocar-se um foco excessivo na marca-mãe, em vez de reforçar uma família de marcas de produtos e serviços que, além de uma matriz, contam também com características e singularidades de cada um de seus membros. De repente, uma série de produtos de grande reconhecimento é colocada na sombra e a luz fica apenas na marca principal. O risco, grave no caso, é de se criar um império de uma marca só, que progressivamente vai apagando a identidade e a diferença que compõe e enriquece aquele grupo ou família de marcas.
2. A majestade do marketing de produto – outra tentação acontece ao se imprimir à marca-mãe ou corporativa uma lógica de relacionamento, exposição e apelo promocional típicos das marcas de produto e do marketing que lhes corresponde. Ora, os produtos têm metas específicas de ocupação e domínio de espaços e o marketing opera com uma lógica de guerra entre eles. Não se pode submeter uma marca corporativa a esse jogo, elas têm outros objetivos e modelos de operação. Como bem advertem Schultz e Hatch, marca corporativa “não é um produto gigante” e nem tem vocação para “reinar” absoluta e soberana a qualquer preço.
Por que essas advertências? Porque, como já dissemos, nós acreditamos que o movimento de reforço corporativo das marcas tem motivações muito nobres e grande alcance, que não podem ser comprometidas por equívocos e orientações limitadoras. No fundo, o que se busca é o estabelecimento ou restabelecimento de famílias de marcas com nome, sobrenome e um estatuto de valores e atitudes que aprofundem a sua identificação e compromisso com os diversos públicos e a sociedade em geral.
Mais do que isso, o que se pretende também é assegurar condições para a expansão consistente e saudável dos negócios, com resultados e conexões mais perenes e duradouros. A presença da marca corporativa vem potencializar os negócios de forma mais equilibrada, com mais geração de valor para as empresas e não com uma visão míope de ganhos imediatos e a qualquer custo.
Para Luiz Carlos Dutra, Vice-Presidente de Assuntos Corporativos da Unilever, o que está em jogo é uma delicada orquestração de papéis e funções da marca corporativa. Nas suas próprias palavras, “No futuro próximo, o sucesso da gestão da marca corporativa poderá ser a percepção combinada da ‘marca-mãe’ (endosso, referência, história) com a ‘marca -sócia ou parceira’ (dinamismo, foco no mercado, integração no negócio).”
Ou seja, muito além das pressões de superfície, estamos diante de um novo momento de restauração de fundamentos de maior sustentabilidade para as empresas, as marcas e os resultados que elas geram. A presença da marca corporativa deve ser sempre um passo na direção de aumentar a intensidade da confiança nos produtos e serviços da empresa (como as pessoas hoje demandam) e dar mais solidez aos negócios (como as empresas atualmente precisam).
Portanto, vale prestar atenção: fazer da marca corporativa uma onipresença simplificada e aniquiladora das diferenças entre as outras marcas da família ou transformá-la no “super produto” todo-poderoso são dois esforços que estão na contramão desse momento. Para fazer frutificar essa nova tendência do branding, é preciso evitar o aparecimento de enormes impérios de um marca só, com todas as deturpações que sempre decorrem do poder imperial.
Fonte: HSM Online 23/03/2010
Jaime Troiano (Presidente do Grupo Troiano de Branding - www.grupotroiano.com.br)

sábado, 20 de março de 2010

Realidade Aumentada

Recebi recentemente via e-mail do professor Marcelo Peruzzo, uma pesquisa sobre Realidade Aumentada.
Desconhecia a tecnologia e achei interessantíssimo. Pude comprovar, não pelo Jornal da Globo, como sugerido na matéria do link que segue, mas no site da Universal com o Parque Temático de Hogwarts
http://www.universalorlando.com/harrypotter/

Ainda deve detalhes, mas impressiona.
http://www.harrypotter3d.com/

Você imprime o mapa e sua webcam “lê” em 3d a planta do parque que será inaugurado na primavera (acredito que nos próximos meses).
A matéria sobre Realidade aumentada, é do Jornal da Globo, e explica como a tecnologia funciona.
Realmente para uso em anúncios de carros, lançamentos imobiliários, entre outros segmentos será muito útil e uma forma mais convincente de apresentar o produto.
O elemento curiosidade humana será, mais uma vez o grande apelo do recurso.
Recomendo.
http://www.youtube.com/watch?v=XqLzR4_0ttY

terça-feira, 16 de março de 2010

Vendas pela internet movimentam R$ 10,6 bi em 2009 e crescem 30%

da Folha Online

TATIANA RESENDE
da Folha Online

As compras feitas pela internet no ano passado totalizaram R$ 10,6 bilhões, com alta de 30% no confronto com 2008, de acordo com pesquisa da consultoria de comércio eletrônico e-bit. Os números divulgados nesta terça-feira não consideram as vendas de veículos, passagens aéreas e leilões virtuais.

Cerca de 17,6 milhões de consumidores brasileiros já haviam feito pelo menos uma compra pela internet ao final de 2009, segundo o levantamento, com crescimento de 33%. O número representa 26% dos internautas no Brasil, o que mostra, de acordo com a consultoria, que ainda há muito espaço para crescer.

Desse total, 4,4 milhões tiveram a experiência de uma compra virtual pela primeira vez no ano passado, dos quais 60% têm renda familiar até R$ 3.000.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro