segunda-feira, 19 de maio de 2008
Muda o perfil dos profissionais de comunicação corporativa
Valor Econômico – 05/11/2007 – Página D8 Andrea Giardino As empresas hoje estão tratando a comunicação corporativa de forma mais estratégica, o que implica em mudanças no perfil de quem atua na área. Em 35,4% delas, já existe uma diretoria para cuidar da comunicação interna e muitos dos executivos vêm ocupando cadeira no board. Há também uma redução do percentual de profissionais formados em jornalismo no comando da área nas organizações no Brasil. Em 2002, 54% eram jornalistas e agora eles não ultrapassam os 35%. Já o número de profissionais de relações públicas cresceu, passando de 15,4% em 2005 para 22% em 2007. Os dados são de estudo realizado pelo Databerje, instituto de pesquisa da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), onde foram ouvidas 164 empresas, que juntas faturaram no ano de 2006 cerca de US$ 360 bilhões ou 33,7% do PIB brasileiro. De acordo com o levantamento, as maiores equipes - aquelas que contam com mais de seis funcionários - estão nas companhias de serviços, 35%. Embora metade delas não tenha um plano integrado de comunicação. "É curioso ver que existe uma diversidade de formação, com antropólogos e filósofos", afirma Suzel Figueiredo, diretora do Databerje. Outro ponto de destaque é que em 53% dos casos, as diretorias e gerências de comunicação interna ficam sob a responsabilidade da comunicação e relações públicas. Em 40% das companhias, quem cuida é a área recursos humanos. No entanto, em 3% das organizações ouvidas, o setor de comunicação passou a se reportar às áreas como assuntos corporativos/institucionais e até mesmo à presidência, 2,4%. "No passado, era comum o RH controlar a comunicação com os funcionários", diz Suzel. Mas isso mudou e a área de comunicação corporativa ganhou mais poder". Tanto que aumentou em 6,9% o índice de empresas que possuem equipe interna, se comparado a 2005 (quando foi feita a última pesquisa) . Em relação aos investimentos feitos pelas companhias na área de comunicação, se comparado a 2005, aumentou o percentual de empresas que investem até R$ 500 mil reais por ano na área, pulando de 28,2% para 35,4% este ano. "Os investimentos são tímidos para uma organização que emprega 5 mil funcionários", diz Suzel. "Ou seja, ela aplica apenas R$ 100 per capita por ano". Vale ressaltar que 20,7% dos entrevistados não sabiam qual era o investimento atual da empresa. Desses, quase metade ocupa cargos de analista/especialista e estão concentrados nas áreas de recursos humanos. A pesquisa aponta ainda que o mercado de comunicação corporativa é composto, predominantemente, por mulheres, com 76,2%. Embora os homens sejam maioria nos cargos de diretoria. Mesmo com a área tendo crescido e se estruturado nos últimos anos, 65% dos profissionais investigados acreditam que o trabalho de comunicação interna não atende completamente às necessidades de informação dos funcionários.
sábado, 17 de maio de 2008
Parlamento português aprova novo acordo ortográfico
Mudanças enfrentavam resistência no país porque centenas de palavras seriam escritas como no Brasil
Barry Hatton, da AP e Jair Rattner, especial para o Estado
As principais mudanças nas regras
O fim do trema: o acento seria totalmente eliminado. A palavra 'freqüente' passa a ser escrita 'frequente'.
Eliminação de acentos em ditongos: acaba o acento nos ditongos 'ei' paroxítonos. Dessa maneira, 'idéia' vira 'ideia'.
Acento circunflexo: quando dois 'os' ficam juntos também some. Logo, 'vôo' vira 'voo'.
Cai o acento diferencial: o acento que diferenciava palavras homônimas de significados diferentes acaba. Conseqüentemente, 'pára' do verbo parar vai ficar apenas 'para'.
Hífens: sai a maioria dos hífens em palavras compostas. Assim, pára-quedas vira paraquedas. Será mantido o hífen em palavras compostas cuja segunda palavra começa com h, como pré-história. Em substantivos compostos cuja última letra da primeira palavra e a primeira letra da palavra são as mesmas, será feita a introdução do hífen. Assim microondas vira micro-ondas.
Inclusão de letras: as letras antes suprimidas do alfabeto português (k, y e w) voltam, mas só valem para manter as grafias de palavras estrangeiras.
Fim das letras mudas: Em Portugal, é comum a grafia de letras que não são pronunciadas como 'facto' para falar 'fato'. Elas sumirão.
Dupla acentuação: foi mantida a diferença de acentuação entre o português brasileiros e o lusitano. É comum quando se fala do acento circunflexo e agudo: assim, nós escrevemos 'econômico' e eles, 'económico'.
LISBOA - O Parlamento português aprovou nesta sexta-feira, 16, o polêmico acordo ortográfico para sua língua-mãe que prevê a padronização do idioma nos sete países lusófonos. A implementação deve ocorrer ao longo dos próximos seis anos. As mudanças enfrentavam grande resistência em Portugal porque centenas de palavras teriam de passar a ser escritas como no Brasil. "A língua portuguesa é o maior patrimônio que Portugal tem no mundo", afirmou o deputado Mota Soares.
Veja também:
O que muda com a unificação ortográfica entre países lusófonos
Acordo ortográfico deve entrar em vigor no Brasil em 2009
Acordo ortográfico divide opiniões de especialistas
Parlamentares tanto do governista Partido Socialista quanto da oposição social-democrata votaram em peso em favor de uma proposta do governo. Apesar do movimento gerado nas últimas semanas contra o acordo, apenas três deputados votaram contra.
O português é a língua oficial de 230 milhões de pessoas em todo mundo, 190 milhões delas no Brasil. O acordo de padronização da língua inclui os sete países lusófonos existentes no mundo: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já haviam ratificado o acordo antes de Portugal.
A proposta prevê, entre outras coisas, que a grafia das palavras seja mais próxima da pronúncia por meio da remoção de consoantes mudas, como no Brasil. Já o alfabeto aumenta de 23 para 26 letras, com a inclusão oficial do "k", do "w" e do "y". O acordo também determina novas regras para o uso de hifens e acentos.
A resistência era grande em Portugal, especialmente por parte de escritores e personalidades que consideravam o acordo uma "rendição desnecessária à influência brasileira".
Uma das iniciativas que gerou maior mobilização foi um abaixo-assinado através da Internet, iniciado no dia 2 de maio, que em apenas 14 dias recolheu mais de 35.000 assinaturas.
Ironicamente, dois deputados que encabeçaram a petição na Internet contra o acordo - Zita Seabra e Vasco Graça Moura - não estavam o plenário na hora da votação. Zita Seabra alegou que como é editora, havia conflito de interesses para votar o texto.
Os defensores das mudanças alegam que a padronização facilitará buscas na internet e uniformizará termos jurídicos para a elaboração de contratos internacionais. Além disso, o governo português tem a esperança de que, com a padronização, o idioma finalmente se torne uma das línguas oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU). Atualmente, a ONU tem seis idiomas oficiais: o árabe, o espanhol, o francês, o inglês, o mandarim e o russo.
Modificações
Segundo o acordo, a norma escrita em Portugal terá 1,42% das suas palavras modificadas, enquanto no Brasil apenas 0,43% das palavras serão alteradas. Para os portugueses, caem as letras não pronunciadas, como o "c" em acto e director, o "p" em Egipto e óptimo, o acento que distingue o pretérito perfeito do presente (em Portugal escreve-se "levámos", no passado, e "levamos", no presente). A utilização do hífen também será uniformizada.
Apesar do acordo, continuará a haver diferenças no português dos dois lados do Atlântico. Os portugueses vão continuar a escrever António e género com acento agudo, enquanto no Brasil fica o circunflexo. Também vão manter o "c" em facto - fato em Portugal é roupa - e tiram o "p" que não pronunciam na palavra "recepção".
Contribuição VDRuiz
Barry Hatton, da AP e Jair Rattner, especial para o Estado
As principais mudanças nas regras
O fim do trema: o acento seria totalmente eliminado. A palavra 'freqüente' passa a ser escrita 'frequente'.
Eliminação de acentos em ditongos: acaba o acento nos ditongos 'ei' paroxítonos. Dessa maneira, 'idéia' vira 'ideia'.
Acento circunflexo: quando dois 'os' ficam juntos também some. Logo, 'vôo' vira 'voo'.
Cai o acento diferencial: o acento que diferenciava palavras homônimas de significados diferentes acaba. Conseqüentemente, 'pára' do verbo parar vai ficar apenas 'para'.
Hífens: sai a maioria dos hífens em palavras compostas. Assim, pára-quedas vira paraquedas. Será mantido o hífen em palavras compostas cuja segunda palavra começa com h, como pré-história. Em substantivos compostos cuja última letra da primeira palavra e a primeira letra da palavra são as mesmas, será feita a introdução do hífen. Assim microondas vira micro-ondas.
Inclusão de letras: as letras antes suprimidas do alfabeto português (k, y e w) voltam, mas só valem para manter as grafias de palavras estrangeiras.
Fim das letras mudas: Em Portugal, é comum a grafia de letras que não são pronunciadas como 'facto' para falar 'fato'. Elas sumirão.
Dupla acentuação: foi mantida a diferença de acentuação entre o português brasileiros e o lusitano. É comum quando se fala do acento circunflexo e agudo: assim, nós escrevemos 'econômico' e eles, 'económico'.
LISBOA - O Parlamento português aprovou nesta sexta-feira, 16, o polêmico acordo ortográfico para sua língua-mãe que prevê a padronização do idioma nos sete países lusófonos. A implementação deve ocorrer ao longo dos próximos seis anos. As mudanças enfrentavam grande resistência em Portugal porque centenas de palavras teriam de passar a ser escritas como no Brasil. "A língua portuguesa é o maior patrimônio que Portugal tem no mundo", afirmou o deputado Mota Soares.
Veja também:
O que muda com a unificação ortográfica entre países lusófonos
Acordo ortográfico deve entrar em vigor no Brasil em 2009
Acordo ortográfico divide opiniões de especialistas
Parlamentares tanto do governista Partido Socialista quanto da oposição social-democrata votaram em peso em favor de uma proposta do governo. Apesar do movimento gerado nas últimas semanas contra o acordo, apenas três deputados votaram contra.
O português é a língua oficial de 230 milhões de pessoas em todo mundo, 190 milhões delas no Brasil. O acordo de padronização da língua inclui os sete países lusófonos existentes no mundo: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já haviam ratificado o acordo antes de Portugal.
A proposta prevê, entre outras coisas, que a grafia das palavras seja mais próxima da pronúncia por meio da remoção de consoantes mudas, como no Brasil. Já o alfabeto aumenta de 23 para 26 letras, com a inclusão oficial do "k", do "w" e do "y". O acordo também determina novas regras para o uso de hifens e acentos.
A resistência era grande em Portugal, especialmente por parte de escritores e personalidades que consideravam o acordo uma "rendição desnecessária à influência brasileira".
Uma das iniciativas que gerou maior mobilização foi um abaixo-assinado através da Internet, iniciado no dia 2 de maio, que em apenas 14 dias recolheu mais de 35.000 assinaturas.
Ironicamente, dois deputados que encabeçaram a petição na Internet contra o acordo - Zita Seabra e Vasco Graça Moura - não estavam o plenário na hora da votação. Zita Seabra alegou que como é editora, havia conflito de interesses para votar o texto.
Os defensores das mudanças alegam que a padronização facilitará buscas na internet e uniformizará termos jurídicos para a elaboração de contratos internacionais. Além disso, o governo português tem a esperança de que, com a padronização, o idioma finalmente se torne uma das línguas oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU). Atualmente, a ONU tem seis idiomas oficiais: o árabe, o espanhol, o francês, o inglês, o mandarim e o russo.
Modificações
Segundo o acordo, a norma escrita em Portugal terá 1,42% das suas palavras modificadas, enquanto no Brasil apenas 0,43% das palavras serão alteradas. Para os portugueses, caem as letras não pronunciadas, como o "c" em acto e director, o "p" em Egipto e óptimo, o acento que distingue o pretérito perfeito do presente (em Portugal escreve-se "levámos", no passado, e "levamos", no presente). A utilização do hífen também será uniformizada.
Apesar do acordo, continuará a haver diferenças no português dos dois lados do Atlântico. Os portugueses vão continuar a escrever António e género com acento agudo, enquanto no Brasil fica o circunflexo. Também vão manter o "c" em facto - fato em Portugal é roupa - e tiram o "p" que não pronunciam na palavra "recepção".
Contribuição VDRuiz
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Câncer de Mama
http://www.cancerdemama.com.br/
IMPORTANTE - Utilidade Pública:"O diagnóstico precoce salva vidas"Atenção Mulher:Você tem o DEVER de cuidar da sua Saúde!Você tem o DIREITO de fazer a Mamografia!
A iniciativa é a maior já realizada no país e disponibilizará 176,6 mil vagas.A Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo, promove em 17 de maio (sábado) o maior mutirão gratuito de mamografias já realizado no Brasil. Cerca de 340 hospitais e clínicas participarão do evento, que nesse ano vai disponibilizar 176,6 mil vagas, 26,6 mil a mais que no ano passado. Para participar as mulheres precisam, a partir de 5 de maio, agendar por telefone o atendimento (veja lista abaixo). Na Capital serão 60 unidades participantes. Para participar é necessário ter o pedido médico em mãos. As mulheres serão atendidas primeiramente no dia 17 (sábado). Quem não conseguir realizar o exame nessa data será atendido nos 10 dias seguintes (de 18 a 28 de maio). A Secretaria disponibilizará telefones para informações às mulheres e locais de agendamento. A paciente poderá realizar a mamografia em qualquer unidade participante do mutirão. Todos os locais participantes terão identificação. Esta é uma iniciativa do Programa de Saúde da Mulher da Secretaria, lançado no início do ano passado pelo governador José Serra e pelo secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata. “O diagnóstico precoce do câncer de mama é fundamental para o sucesso do tratamento. Quanto mais cedo acontecer a detecção da doença, maiores as chances de cura”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.
Lista das DRS - Departamento Regional de Saúde:
-Região da Capital, e regiões do ABC, Mogi das Cruzes, Guarulhos , Franco da Rocha e Osasco - DRS 01 – (11) 3017-2020
-Região de Araçatuba - DRS 02 – (18) 3623-7010 Ramal: 225
-Região de Araraquara - DRS 03 – (16) 3322-4655 Ramais: 240 / 227 / 242 / 244
-Região da Baixada Santista - DSR 04 – (13) 3227-5969 Ramais: 26/61
-Região de Barretos - DRS 05 – (17) 3321-7335 Ramal: 248
-Região de Bauru - DRS 06 – (14) 3235-0219
-Região de Campinas - DRS 07 – (19) 3739-7088
-Região de Franca - DRS 08 – (14) 3713-4304 / 3713-7339 / 37134337
-Região de Marília - DRS 09 – (14) 3402-8835
-Região de Piracicaba - DRS 10 – (19) 3437-7409
-Região de Presidente Prudente - DRS 11 – (18) 3226-6732 / 3226-6733
-Região de Registro - DRS 12 – (13) 3828-2965
-Região de Ribeirão Preto - DRS 13 – (16) 3607-4228
-Região de São João da Boa Vista - DRS 14 – (19) 3634-2823
-Região de São José do Rio Preto - DRS 15 – (17) 3232-0388 Ramais: 235 / 228
-Região de Sorocaba - DRS 16 – (15) 3234-1434 Ramais: 2114 / 2026 / 2020
-Região do Vale do Paraíba - DRS 17 – (12) 3633-2182 Ramal: 227
Contribuição VD Ruiz
IMPORTANTE - Utilidade Pública:"O diagnóstico precoce salva vidas"Atenção Mulher:Você tem o DEVER de cuidar da sua Saúde!Você tem o DIREITO de fazer a Mamografia!
A iniciativa é a maior já realizada no país e disponibilizará 176,6 mil vagas.A Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo, promove em 17 de maio (sábado) o maior mutirão gratuito de mamografias já realizado no Brasil. Cerca de 340 hospitais e clínicas participarão do evento, que nesse ano vai disponibilizar 176,6 mil vagas, 26,6 mil a mais que no ano passado. Para participar as mulheres precisam, a partir de 5 de maio, agendar por telefone o atendimento (veja lista abaixo). Na Capital serão 60 unidades participantes. Para participar é necessário ter o pedido médico em mãos. As mulheres serão atendidas primeiramente no dia 17 (sábado). Quem não conseguir realizar o exame nessa data será atendido nos 10 dias seguintes (de 18 a 28 de maio). A Secretaria disponibilizará telefones para informações às mulheres e locais de agendamento. A paciente poderá realizar a mamografia em qualquer unidade participante do mutirão. Todos os locais participantes terão identificação. Esta é uma iniciativa do Programa de Saúde da Mulher da Secretaria, lançado no início do ano passado pelo governador José Serra e pelo secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata. “O diagnóstico precoce do câncer de mama é fundamental para o sucesso do tratamento. Quanto mais cedo acontecer a detecção da doença, maiores as chances de cura”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.
Lista das DRS - Departamento Regional de Saúde:
-Região da Capital, e regiões do ABC, Mogi das Cruzes, Guarulhos , Franco da Rocha e Osasco - DRS 01 – (11) 3017-2020
-Região de Araçatuba - DRS 02 – (18) 3623-7010 Ramal: 225
-Região de Araraquara - DRS 03 – (16) 3322-4655 Ramais: 240 / 227 / 242 / 244
-Região da Baixada Santista - DSR 04 – (13) 3227-5969 Ramais: 26/61
-Região de Barretos - DRS 05 – (17) 3321-7335 Ramal: 248
-Região de Bauru - DRS 06 – (14) 3235-0219
-Região de Campinas - DRS 07 – (19) 3739-7088
-Região de Franca - DRS 08 – (14) 3713-4304 / 3713-7339 / 37134337
-Região de Marília - DRS 09 – (14) 3402-8835
-Região de Piracicaba - DRS 10 – (19) 3437-7409
-Região de Presidente Prudente - DRS 11 – (18) 3226-6732 / 3226-6733
-Região de Registro - DRS 12 – (13) 3828-2965
-Região de Ribeirão Preto - DRS 13 – (16) 3607-4228
-Região de São João da Boa Vista - DRS 14 – (19) 3634-2823
-Região de São José do Rio Preto - DRS 15 – (17) 3232-0388 Ramais: 235 / 228
-Região de Sorocaba - DRS 16 – (15) 3234-1434 Ramais: 2114 / 2026 / 2020
-Região do Vale do Paraíba - DRS 17 – (12) 3633-2182 Ramal: 227
Contribuição VD Ruiz
quinta-feira, 15 de maio de 2008
No meio da serra, Jundiaí vira pólo da aviação geral
No 1.º trimestre, aeroporto registrou mais de 1/3 dos pousos e decolagens do ano passado inteiro
Camilla Rigi e Diego Zanchetta
Encravado entre os 191,7 quilômetros quadrados da Serra do Japi, umas das maiores áreas estaduais de preservação permanente, o Aeroporto de Jundiaí, a 55 quilômetros de São Paulo, registrou no primeiro trimestre 14.071 pousos e decolagens, mais de um terço das operações realizadas ali em todo o ano de 2007, que foram 36.874. O crescimento da movimentação fez com que a Aeronáutica anunciasse, ontem, a transferência da torre de controle provisória do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, para a cidade do interior.“Acreditamos que ela (a torre) deva ficar lá por dois anos, até que o Daesp (Departamento de Aviação do Estado de São Paulo) construa uma estrutura definitiva”, disse o presidente da Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (Ciscea), brigadeiro Carlos Vuyk de Aquino.A projeção do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo (SRPV-SP) é de que, até o fim do ano, o movimento em Jundiaí - um dos principais centros no País de aviação para jatinhos, táxis aéreos e helicópteros - cresça 17%. No ano passado, o aeroporto já havia crescido 15% em relação a 2006. O aumento de movimento nos três primeiros meses deste ano, quando houve restrições à aviação executiva em Congonhas, foi de 69,5% em Jundiaí. Foram 156 pousos e decolagens diários de janeiro a março, ante 92 no mesmo período de 2007.Mesmo com a volta de parte dos pousos de pequenas aeronaves em Congonhas, a Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) avalia que o terminal de Jundiaí - cuja pista principal em 2007 foi ampliada em 220 metros, e que tem oito novos hangares - vai ajudar a absorver o crescimento natural do setor. Entre 2005 e 2007 a aviação geral cresceu 41% no País. “Jundiaí é uma boa opção operacional para absorver a demanda”, disse o diretor-executivo da Abag, Adalberto Febeliano.Antes da transferência da torre, o Daesp deverá construir a base para a estrutura metálica. Todos os equipamentos também serão emprestados pela Aeronáutica. Mas os controladores devem ser contratados pelo Estado, segundo o chefe do SRPV-SP, coronel Jeferson Ghisi Costa. Hoje a coordenação de pousos e decolagens em Jundiaí é feita por rádio pelos próprios pilotos. Eles sintonizam uma mesma freqüência para saber se há mais de um avião na região e o que cada um vai fazer. “Com a torre, o procedimento fica mais seguro, e acredito que muitos pilotos que não vão para Jundiaí passarão a ter o aeroporto como opção”, disse Febeliano. Os equipamentos que serão emprestados com a torre são de última geração, iguais aos que foram instalados em Congonhas. Todas as telas são sensíveis ao toque e agilizam o trabalho dos controladores. PROTESTOSEm Jundiaí, o Ministério Público, entidades em defesa da Serra do Japi e moradores de condomínios próximos ao aeroporto já reclamam do fluxo de aeronaves na região. O aeroporto fica no entorno de uma mata da serra tombada pelo Ibama, com espécies de aves como maritacas e gaviões, além de esquilos e porcos-espinhos.“O aeroporto não tem mais para onde crescer. As intervenções até agora, como o aumento da pista, obedeceram os trâmites legais. Agora, com os hangares instalados em volta da pista, não há nova margem para crescimento”, afirma o promotor de Meio Ambiente de Jundiaí, Cláudio Bataglini. “O Estado não pode deixar de estudar alternativas de aeroporto em cidades vizinhas, como Sorocaba, e saturar Jundiaí. Aqui não dá para descerem aeronaves maiores que as da aviação geral.”Para Paola Esteves Teixeira, presidente do Conselho Gestor da Serra do Japi, as autoridades não dimensionam os riscos da circulação de aeronaves em Jundiaí. “Bem próximo da cabeceira do aeroporto temos uma indústria química. É perigoso, sem contar o risco de acidentes dos aviões com as aves”, alerta a ambientalista. “Com o aumento dos vôos, o reflexo negativo até agora tem sido mesmo o barulho. Não tivemos registro de incidentes após o crescimento no número de vôos, mas, em anos anteriores, aviões caíram porque não ganharam altitude antes de cruzar os morros da serra”, acrescentou.O aeroporto também fica ao lado de um bairro residencial, cercado por condomínios de alto padrão. Moradores reclamam do barulho dos aviões e do trânsito gerado na Avenida Antonio Pincinato, paralela à serra. “Pela manhã, quando o movimento de pousos e decolagens é grande, estamos tendo congestionamentos que não existiam nesse trecho do bairro”, reclama Katia Soares, síndica do condomínio Ecovillage Japi 1.
Contribuição VDRuiz
Camilla Rigi e Diego Zanchetta
Encravado entre os 191,7 quilômetros quadrados da Serra do Japi, umas das maiores áreas estaduais de preservação permanente, o Aeroporto de Jundiaí, a 55 quilômetros de São Paulo, registrou no primeiro trimestre 14.071 pousos e decolagens, mais de um terço das operações realizadas ali em todo o ano de 2007, que foram 36.874. O crescimento da movimentação fez com que a Aeronáutica anunciasse, ontem, a transferência da torre de controle provisória do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, para a cidade do interior.“Acreditamos que ela (a torre) deva ficar lá por dois anos, até que o Daesp (Departamento de Aviação do Estado de São Paulo) construa uma estrutura definitiva”, disse o presidente da Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (Ciscea), brigadeiro Carlos Vuyk de Aquino.A projeção do Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo (SRPV-SP) é de que, até o fim do ano, o movimento em Jundiaí - um dos principais centros no País de aviação para jatinhos, táxis aéreos e helicópteros - cresça 17%. No ano passado, o aeroporto já havia crescido 15% em relação a 2006. O aumento de movimento nos três primeiros meses deste ano, quando houve restrições à aviação executiva em Congonhas, foi de 69,5% em Jundiaí. Foram 156 pousos e decolagens diários de janeiro a março, ante 92 no mesmo período de 2007.Mesmo com a volta de parte dos pousos de pequenas aeronaves em Congonhas, a Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) avalia que o terminal de Jundiaí - cuja pista principal em 2007 foi ampliada em 220 metros, e que tem oito novos hangares - vai ajudar a absorver o crescimento natural do setor. Entre 2005 e 2007 a aviação geral cresceu 41% no País. “Jundiaí é uma boa opção operacional para absorver a demanda”, disse o diretor-executivo da Abag, Adalberto Febeliano.Antes da transferência da torre, o Daesp deverá construir a base para a estrutura metálica. Todos os equipamentos também serão emprestados pela Aeronáutica. Mas os controladores devem ser contratados pelo Estado, segundo o chefe do SRPV-SP, coronel Jeferson Ghisi Costa. Hoje a coordenação de pousos e decolagens em Jundiaí é feita por rádio pelos próprios pilotos. Eles sintonizam uma mesma freqüência para saber se há mais de um avião na região e o que cada um vai fazer. “Com a torre, o procedimento fica mais seguro, e acredito que muitos pilotos que não vão para Jundiaí passarão a ter o aeroporto como opção”, disse Febeliano. Os equipamentos que serão emprestados com a torre são de última geração, iguais aos que foram instalados em Congonhas. Todas as telas são sensíveis ao toque e agilizam o trabalho dos controladores. PROTESTOSEm Jundiaí, o Ministério Público, entidades em defesa da Serra do Japi e moradores de condomínios próximos ao aeroporto já reclamam do fluxo de aeronaves na região. O aeroporto fica no entorno de uma mata da serra tombada pelo Ibama, com espécies de aves como maritacas e gaviões, além de esquilos e porcos-espinhos.“O aeroporto não tem mais para onde crescer. As intervenções até agora, como o aumento da pista, obedeceram os trâmites legais. Agora, com os hangares instalados em volta da pista, não há nova margem para crescimento”, afirma o promotor de Meio Ambiente de Jundiaí, Cláudio Bataglini. “O Estado não pode deixar de estudar alternativas de aeroporto em cidades vizinhas, como Sorocaba, e saturar Jundiaí. Aqui não dá para descerem aeronaves maiores que as da aviação geral.”Para Paola Esteves Teixeira, presidente do Conselho Gestor da Serra do Japi, as autoridades não dimensionam os riscos da circulação de aeronaves em Jundiaí. “Bem próximo da cabeceira do aeroporto temos uma indústria química. É perigoso, sem contar o risco de acidentes dos aviões com as aves”, alerta a ambientalista. “Com o aumento dos vôos, o reflexo negativo até agora tem sido mesmo o barulho. Não tivemos registro de incidentes após o crescimento no número de vôos, mas, em anos anteriores, aviões caíram porque não ganharam altitude antes de cruzar os morros da serra”, acrescentou.O aeroporto também fica ao lado de um bairro residencial, cercado por condomínios de alto padrão. Moradores reclamam do barulho dos aviões e do trânsito gerado na Avenida Antonio Pincinato, paralela à serra. “Pela manhã, quando o movimento de pousos e decolagens é grande, estamos tendo congestionamentos que não existiam nesse trecho do bairro”, reclama Katia Soares, síndica do condomínio Ecovillage Japi 1.
Contribuição VDRuiz
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Reciclar papel pode ter impacto negativo para o meio ambiente
Estudo mostra que produção do papel reciclado pode gerar até seis vezes mais efluentes que a do papel branco
Andrea Vialli
O uso de papel reciclado para imprimir e escrever pode não ser tão bom para o meio ambiente como se imagina. A indústria está colocando em dúvida se a moda do papel reciclado - cujo consumo cresce a taxas de 20% ao ano - está ajudando a reduzir impactos ambientais ou se é apenas uma ferramenta de marketing para as empresas. Não há evidências que comprovem, com segurança, que o papel reciclado traz menos impactos para o meio ambiente do que o papel branco, segundo os produtores de papel e celulose. Um estudo realizado pela Esalq-USP, baseado na literatura técnica sobre reciclagem de papéis, mostra que a produção de papel 100% reciclado para imprimir e escrever pode gerar um volume de efluentes até seis vezes maior que o papel branco.Segundo o mesmo estudo, o processo de preparação das aparas para produção de papéis reciclados destinados à impressão e escrita pode levar a um consumo adicional de energia elétrica de até 750 kWh/t, consumo que não ocorre na fabricação do papel branco.“O processo de fabricação do papel reciclado consome mais água, mais produtos químicos e mais energia elétrica do que o papel branco. Isso porque a fibra reciclada passa por uma etapa a mais de clareamento, para eliminar impurezas, que não existe na produção do papel branco”, afirma Antônio Gimenez, gerente da área de Negócios de Impressão e Conversão da International Paper (IP). Em média, apenas 25% do papel utilizado para compor o reciclado é pós-consumo, oriundo de cooperativas de catadores. Outros 75% vêm de aparas resultantes do processo produtivo das fábricas, e que comumente voltam ao processo produtivo. No Brasil, 100% do papel produzido vem de florestas plantadas. “É um mito dizer que o papel reciclado salva árvores, pois aqui elas já são cultivadas e para esse fim ”, diz Gimenez. A empresa produz em torno de 25 mil toneladas de papel reciclado por ano, em torno de 5% de sua produção total de papel.“Sustentabilidade na produção de papel é ter perdas mínimas no processo de fabricação, mais do que reciclar as aparas”, diz Humberto Cinque, gerente de sustentabilidade da Votorantim Celulose e Papel (VCP). Segundo ele, mais do que 3% de perda no processo é considerado desperdício. De acordo com Gustavo Couto, gerente de marketing da Suzano Papel e Celulose, primeira papeleira a produzir reciclado em escala industrial, ambos os papéis podem coexistir no mercado. “A escolha do consumidor pode ser tanto em torno de um papel que retira gás carbônico da atmosfera, com o plantio de árvores para sua produção, e o papel que ajuda a gerar renda para os catadores, com um foco mais social”, diz. Segundo ele, para fazer uma escolha consciente o consumidor deve ficar atento ao selo verde - certificações como o FSC e Cerflor, que atestam o bom manejo das florestas plantadas e respeito às leis trabalhistas - do que se o papel é branco ou reciclado.DEMANDADe acordo com Sonia Chapman, diretora presidente da Fundação Espaço Eco, entidade que presta consultoria em análise de ecoeficiência para indústrias de diferentes segmentos, as duas categorias de papel cumprem sua função. “O importante é o uso racional da matéria-prima e energia”, diz. Segundo ela, só produzir papel reciclado não é o caminho. “É a mesma discussão que se tem com os alimentos orgânicos. Se toda a população passar a comer orgânicos, não vai haver terras suficientes para produzir dessa maneira. Não há coleta de lixo urbano que permita só a produção do papel reciclado.”A reportagem procurou as ONGs de defesa do meio ambiente Greenpeace e WWF, mas elas informaram que não têm uma avaliação técnica sobre o uso de papel reciclado.A demanda por papel reciclado tem crescido a taxas de 20% ao ano nos últimos seis anos. Com isso, a reciclagem de aparas aumentou em 60,6%. Como nem todo papel é recuperado, já está ocorrendo falta de aparas para finalidades que já consumiam aparas, como a fabricação de embalagens e de papéis sanitários. “A impressão em papel reciclado virou uma espécie de cartão de visitas da responsabilidade corporativa”, diz Luís Fernando Madella, diretor de relações Institucionais da IP.Ainda assim, está em análise na Câmara dos Deputados o projeto de Lei 2.308/07, que, se aprovado, obrigaria as editoras de livros didáticos a usar 30% de papel reciclado em suas publicações. “Não haveria como suprir essa demanda”, diz Couto, da Suzano.
Contribuição: VDRuiz
Andrea Vialli
O uso de papel reciclado para imprimir e escrever pode não ser tão bom para o meio ambiente como se imagina. A indústria está colocando em dúvida se a moda do papel reciclado - cujo consumo cresce a taxas de 20% ao ano - está ajudando a reduzir impactos ambientais ou se é apenas uma ferramenta de marketing para as empresas. Não há evidências que comprovem, com segurança, que o papel reciclado traz menos impactos para o meio ambiente do que o papel branco, segundo os produtores de papel e celulose. Um estudo realizado pela Esalq-USP, baseado na literatura técnica sobre reciclagem de papéis, mostra que a produção de papel 100% reciclado para imprimir e escrever pode gerar um volume de efluentes até seis vezes maior que o papel branco.Segundo o mesmo estudo, o processo de preparação das aparas para produção de papéis reciclados destinados à impressão e escrita pode levar a um consumo adicional de energia elétrica de até 750 kWh/t, consumo que não ocorre na fabricação do papel branco.“O processo de fabricação do papel reciclado consome mais água, mais produtos químicos e mais energia elétrica do que o papel branco. Isso porque a fibra reciclada passa por uma etapa a mais de clareamento, para eliminar impurezas, que não existe na produção do papel branco”, afirma Antônio Gimenez, gerente da área de Negócios de Impressão e Conversão da International Paper (IP). Em média, apenas 25% do papel utilizado para compor o reciclado é pós-consumo, oriundo de cooperativas de catadores. Outros 75% vêm de aparas resultantes do processo produtivo das fábricas, e que comumente voltam ao processo produtivo. No Brasil, 100% do papel produzido vem de florestas plantadas. “É um mito dizer que o papel reciclado salva árvores, pois aqui elas já são cultivadas e para esse fim ”, diz Gimenez. A empresa produz em torno de 25 mil toneladas de papel reciclado por ano, em torno de 5% de sua produção total de papel.“Sustentabilidade na produção de papel é ter perdas mínimas no processo de fabricação, mais do que reciclar as aparas”, diz Humberto Cinque, gerente de sustentabilidade da Votorantim Celulose e Papel (VCP). Segundo ele, mais do que 3% de perda no processo é considerado desperdício. De acordo com Gustavo Couto, gerente de marketing da Suzano Papel e Celulose, primeira papeleira a produzir reciclado em escala industrial, ambos os papéis podem coexistir no mercado. “A escolha do consumidor pode ser tanto em torno de um papel que retira gás carbônico da atmosfera, com o plantio de árvores para sua produção, e o papel que ajuda a gerar renda para os catadores, com um foco mais social”, diz. Segundo ele, para fazer uma escolha consciente o consumidor deve ficar atento ao selo verde - certificações como o FSC e Cerflor, que atestam o bom manejo das florestas plantadas e respeito às leis trabalhistas - do que se o papel é branco ou reciclado.DEMANDADe acordo com Sonia Chapman, diretora presidente da Fundação Espaço Eco, entidade que presta consultoria em análise de ecoeficiência para indústrias de diferentes segmentos, as duas categorias de papel cumprem sua função. “O importante é o uso racional da matéria-prima e energia”, diz. Segundo ela, só produzir papel reciclado não é o caminho. “É a mesma discussão que se tem com os alimentos orgânicos. Se toda a população passar a comer orgânicos, não vai haver terras suficientes para produzir dessa maneira. Não há coleta de lixo urbano que permita só a produção do papel reciclado.”A reportagem procurou as ONGs de defesa do meio ambiente Greenpeace e WWF, mas elas informaram que não têm uma avaliação técnica sobre o uso de papel reciclado.A demanda por papel reciclado tem crescido a taxas de 20% ao ano nos últimos seis anos. Com isso, a reciclagem de aparas aumentou em 60,6%. Como nem todo papel é recuperado, já está ocorrendo falta de aparas para finalidades que já consumiam aparas, como a fabricação de embalagens e de papéis sanitários. “A impressão em papel reciclado virou uma espécie de cartão de visitas da responsabilidade corporativa”, diz Luís Fernando Madella, diretor de relações Institucionais da IP.Ainda assim, está em análise na Câmara dos Deputados o projeto de Lei 2.308/07, que, se aprovado, obrigaria as editoras de livros didáticos a usar 30% de papel reciclado em suas publicações. “Não haveria como suprir essa demanda”, diz Couto, da Suzano.
Contribuição: VDRuiz
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Disney no Brasil: conheça a dimensão deste negócio mágico no país
Por Guilherme Neto
pauta@mundodomarketing.com.br
Como uma das maiores marcas do mundo, não é surpresa observar a Disney atuando em diversas linhas de negócios. O cinema pode ser a primeira coisa que vem à cabeça ao lembrarmos da empresa, mas outras áreas como o licenciamento de produtos, canais de TV e jogos também são outros pontos fortes da organização. Um bom exemplo é o Disney Channel, que desde o fim do ano passado ocupa a liderança absoluta em audiência na TV paga.
A Walt Disney Company chegou ao Brasil na década de 1950, quando, em parceria com a Editora Abril, iniciava as suas publicações com as histórias em quadrinhos. Com o grande sucesso de venda de gibis como O Pato Donald, até hoje apontado como grande responsável pela ascensão inicial da editora, outros quadrinhos Disney eram publicados e os primeiros produtos licenciados chegavam ao varejo.
Em 1961, a Disney ganhou a primeira representação de produtos de consumo, através de um escritório particular que representava a empresa. A partir de 1995, a Disney abriu seus próprios escritórios na América Latina, o que inclui um no Brasil, em São Paulo. Hoje, ele tem o papel de centralizar e administrar as atividades regionais da organização no país, sempre em sintonia com o escritório argentino, em Buenos Aires, que coordena a operação em toda a América Latina. Os outros escritórios na região são no Chile, México e Venezuela.
O escritório brasileiroO escritório em São Paulo gerencia todas as linhas de negócio no Brasil, como cinema (sob o selo Miravista), DVDs e Blu-ray, internet, mobile, games, canais de TV por assinatura, publicações e a área de produtos de consumo. A importância do mercado brasileiro para a Disney varia dependendo da linha de negócio, "Mas, fazendo uma média, o Brasil é muito importante para a Disney no momento, até mesmo porque é um mercado que vive uma boa situação econômica e tem grande potencial de crescimento", conta Herbert Greco, Diretor de Marketing da Disney Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Por aqui, a parte de produtos licenciados é a que mais chama atenção, agregando brinquedos, vestuário, papelaria, e diversos outros tipos de artigos. Personagens clássicos como Mickey, Pato Donald e Pateta são alguns dos mais licenciados, mas o que mais vende depende do sucesso do momento. Atualmente, o High School Musical é a marca que mais vende produtos, mas, no lançamento de um novo filme no cinema, também há uma forte procura de produtos com o tema.
O interesse do consumidor brasileiro pela Disney também é percebido com o alto número de brasileiros que visitam seus parques todos os anos. O Brasil era o terceiro maior país em número de visitantes nos parques Disney na década de 1990. Entretanto, a então desvalorização do real e os ataques terroristas em Nova York afastaram um pouco os brasileiros, caindo para o quinto lugar. Mas, com o recente cenário econômico brasileiro fortalecido e a valorização do real, este número volta a subir.
Possíveis parques e lojas no Brasil são tratados em sigiloNo ano passado, 332 mil turistas brasileiros passaram por um dos parques Disney, atrás do Reino Unido, Canadá e México, segundo a Travel Industry Association of America. Apesar disso, Herbert Greco não acredita em um potencial parque Disney no Brasil em médio prazo. "A Disney sempre tratou a abertura de um novo parque no maior sigilo. Portanto, mesmo que soubesse, não poderia falar", diz.
A possível abertura de uma loja da Disney no Brasil também parece ser tratada com sigilo. A marca chegou a organizar uma loja temporária na quarta e quinta edição do mega centro de compras Super Casas Bahia, evento temporário da rede varejista que acontece todo fim de ano, em São Paulo. Apesar da experiência, reunindo produtos de consumo com o perfil daquele evento, Herbert afirma que a empresa não tem planos de abrir uma loja fixa.
No trabalho de divulgação de seus produtos, a Disney adota uma mecânica que utiliza suas diversas linhas de negócio. A venda de espaço publicitário em seus canais de televisão, por exemplo, não se limita apenas a alguns segundos. O anúncio, na verdade, faz parte de um pacote oferecido pela empresa em que, através de uma mesma oferta comercial, possa gerar não apenas a venda de anúncios na TV, mas também mídia on-line em seus sites, conteúdos para mobile, games e até oportunidades de licenciamento. Toda essa estrutura de forma sinérgica dentro do negócio da empresa atua de forma a utilizar a força de vendas de seus canais - ESPN, ESPN Brasil, Jetix e Disney Channel - em favor da Walt Disney Company.
O sucesso do Disney ChannelO Disney Channel é o principal entre eles. A empresa comemora a liderança na TV por assinatura, tirando, desde dezembro, o primeiro lugar do Cartoon Network, que ocupou o posto durante anos. A posição de líder na audiência já era realidade em outros países da América Latina, só faltava o Brasil. O canal tem uma programação voltada à crianças e adolescentes e surgiu há oito anos no segmento premium, sendo exclusivo da hoje extinta DirectTV, atual Sky.
Há quatro anos, porém, o Disney Channel tornou-se disponível em outras operadoras e, com a popularidade de séries e filmes como Hannah Montana e High School Musical, houve um significativo aumento na audiência. "Isso vem nos ajudando na penetração das propriedades que lançamos e divulgamos no canal, pois além do canal ser um negócio importante, ele ajuda a repercutir outros negócios.
Divulgação em PDVOutra tática adotada pela Disney Brasil para a divulgação da marca e de seus produtos é promover atrações em ponto-de-venda, através de áreas de entretenimento, como acontece comumente em diversos shopping centers. A empresa realiza suporte para eventos de entretenimento em épocas como volta às aulas ou lançamento de um filme para divulgar os seus produtos.
"É comum nos ligarem sugerindo idéias e perguntando preço. Mas não alugamos personagens. O que fazemos é entrar em contato com shoppings centers oferecendo uma parceria, em que cobramos apenas custo de montagem ou mais algum investimento que venha a ser incluído para divulgação da atração", conta Greco ao site.
Nesse e outros trabalhos de divulgação, a empresa opta por realizar ações de Marketing e publicidade voltadas à família, preservando mensagens alegres e positivas. "Pode até ter humor, mas voltado à alegria, não piadas. Essa é uma dificuldade que temos ao trabalhar com agências novas, pois é comum utilizarem o humor a qualquer preço", relata o Diretor de Marketing.
O investimento em Blu-RayOs filmes Disney também são outro destaque, com os sucessos de bilheteria e vendas de DVDs. Em dezembro do ano passado, a Disney começou a lançar algumas de suas produções em formato Blu-Ray, que consolidou-se como o sucessor do DVD. Em dezembro, chegaram a caráter experimental títulos como Piratas do Caribe, Carros e outros sob o selo Buena Vista, como “Todo Mundo em Pânico 4” e “A Outra Face”.
O foco está nos usuários ávidos por novas tecnologias, visto que o preço de um aparelho de Blu-Ray, assim como do próprio disco, ainda é alto para os padrões brasileiros. "Hoje é fácil falar, mas sempre acreditamos que o diferencial técnico do Blu-ray em relação ao HD-DVD nos dava uma vantagem competitiva muito grande. O retorno financeiro ainda é muito baixo, sabíamos que seria assim", afirma o Diretor de Marketing, que falou ainda que futuramente estuda reduzir o preço para facilitar o acesso ao produto, que hoje chega a custa mais de R$ 100,00.
Atualmente, a empresa começa a produzir o primeiro filme brasileiro com a marca Disney. Apesar de atuar há alguns anos no cinema brasileiro sob o selo Miravista, a marca vez investe pela primeira o seu nome em um longa metragem nacional. Trata-se da versão brasileira do sucesso High School Musical. Por enquanto, o projeto está em fase de seleção de atores/cantores, que pode ser acompanhada através do programa "High School Musical: A Seleção", exibido no SBT e Disney Channel.
Outros países da América Latina também estão produzindo suas versões da franquia. Outra novidade que deve surgir no Brasil é um novo espetáculo da Disney. Após uma passagem por Rio e São Paulo no ano passado, depois de uma ausência de vários anos no país, o "Disney On Ice" deve novamente entrar em turnê em todo o Brasil no segundo semestre de 2008 e no primeiro de 2009.
A Disney reuniu todas essas linhas de negócio em um evento exclusivo, realizado anualmente há dois anos. O Expo Disney é uma feira aberta a executivos que desejam fazer negócios com a Disney no Brasil, onde a companhia expõe diversos novos produtos presentes no mercado e outros que ainda virão, como os futuros lançamentos no cinema. Segundo Herbert Greco, a próxima edição está prevista para a primeira semana de agosto. "Chamamos parceiros para fazer negócios em todas as linhas, não apenas produtos de consumo. O nosso objetivo é passar a dimensão da marca Disney ao mercado, mostrando como ela é presente, importante e impactante e como podemos gerar negócios aos nossos parceiros", explica ele.
Mundo do Marketing: Publicado em 22/4/2008
pauta@mundodomarketing.com.br
Como uma das maiores marcas do mundo, não é surpresa observar a Disney atuando em diversas linhas de negócios. O cinema pode ser a primeira coisa que vem à cabeça ao lembrarmos da empresa, mas outras áreas como o licenciamento de produtos, canais de TV e jogos também são outros pontos fortes da organização. Um bom exemplo é o Disney Channel, que desde o fim do ano passado ocupa a liderança absoluta em audiência na TV paga.
A Walt Disney Company chegou ao Brasil na década de 1950, quando, em parceria com a Editora Abril, iniciava as suas publicações com as histórias em quadrinhos. Com o grande sucesso de venda de gibis como O Pato Donald, até hoje apontado como grande responsável pela ascensão inicial da editora, outros quadrinhos Disney eram publicados e os primeiros produtos licenciados chegavam ao varejo.
Em 1961, a Disney ganhou a primeira representação de produtos de consumo, através de um escritório particular que representava a empresa. A partir de 1995, a Disney abriu seus próprios escritórios na América Latina, o que inclui um no Brasil, em São Paulo. Hoje, ele tem o papel de centralizar e administrar as atividades regionais da organização no país, sempre em sintonia com o escritório argentino, em Buenos Aires, que coordena a operação em toda a América Latina. Os outros escritórios na região são no Chile, México e Venezuela.
O escritório brasileiroO escritório em São Paulo gerencia todas as linhas de negócio no Brasil, como cinema (sob o selo Miravista), DVDs e Blu-ray, internet, mobile, games, canais de TV por assinatura, publicações e a área de produtos de consumo. A importância do mercado brasileiro para a Disney varia dependendo da linha de negócio, "Mas, fazendo uma média, o Brasil é muito importante para a Disney no momento, até mesmo porque é um mercado que vive uma boa situação econômica e tem grande potencial de crescimento", conta Herbert Greco, Diretor de Marketing da Disney Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Por aqui, a parte de produtos licenciados é a que mais chama atenção, agregando brinquedos, vestuário, papelaria, e diversos outros tipos de artigos. Personagens clássicos como Mickey, Pato Donald e Pateta são alguns dos mais licenciados, mas o que mais vende depende do sucesso do momento. Atualmente, o High School Musical é a marca que mais vende produtos, mas, no lançamento de um novo filme no cinema, também há uma forte procura de produtos com o tema.
O interesse do consumidor brasileiro pela Disney também é percebido com o alto número de brasileiros que visitam seus parques todos os anos. O Brasil era o terceiro maior país em número de visitantes nos parques Disney na década de 1990. Entretanto, a então desvalorização do real e os ataques terroristas em Nova York afastaram um pouco os brasileiros, caindo para o quinto lugar. Mas, com o recente cenário econômico brasileiro fortalecido e a valorização do real, este número volta a subir.
Possíveis parques e lojas no Brasil são tratados em sigiloNo ano passado, 332 mil turistas brasileiros passaram por um dos parques Disney, atrás do Reino Unido, Canadá e México, segundo a Travel Industry Association of America. Apesar disso, Herbert Greco não acredita em um potencial parque Disney no Brasil em médio prazo. "A Disney sempre tratou a abertura de um novo parque no maior sigilo. Portanto, mesmo que soubesse, não poderia falar", diz.
A possível abertura de uma loja da Disney no Brasil também parece ser tratada com sigilo. A marca chegou a organizar uma loja temporária na quarta e quinta edição do mega centro de compras Super Casas Bahia, evento temporário da rede varejista que acontece todo fim de ano, em São Paulo. Apesar da experiência, reunindo produtos de consumo com o perfil daquele evento, Herbert afirma que a empresa não tem planos de abrir uma loja fixa.
No trabalho de divulgação de seus produtos, a Disney adota uma mecânica que utiliza suas diversas linhas de negócio. A venda de espaço publicitário em seus canais de televisão, por exemplo, não se limita apenas a alguns segundos. O anúncio, na verdade, faz parte de um pacote oferecido pela empresa em que, através de uma mesma oferta comercial, possa gerar não apenas a venda de anúncios na TV, mas também mídia on-line em seus sites, conteúdos para mobile, games e até oportunidades de licenciamento. Toda essa estrutura de forma sinérgica dentro do negócio da empresa atua de forma a utilizar a força de vendas de seus canais - ESPN, ESPN Brasil, Jetix e Disney Channel - em favor da Walt Disney Company.
O sucesso do Disney ChannelO Disney Channel é o principal entre eles. A empresa comemora a liderança na TV por assinatura, tirando, desde dezembro, o primeiro lugar do Cartoon Network, que ocupou o posto durante anos. A posição de líder na audiência já era realidade em outros países da América Latina, só faltava o Brasil. O canal tem uma programação voltada à crianças e adolescentes e surgiu há oito anos no segmento premium, sendo exclusivo da hoje extinta DirectTV, atual Sky.
Há quatro anos, porém, o Disney Channel tornou-se disponível em outras operadoras e, com a popularidade de séries e filmes como Hannah Montana e High School Musical, houve um significativo aumento na audiência. "Isso vem nos ajudando na penetração das propriedades que lançamos e divulgamos no canal, pois além do canal ser um negócio importante, ele ajuda a repercutir outros negócios.
Divulgação em PDVOutra tática adotada pela Disney Brasil para a divulgação da marca e de seus produtos é promover atrações em ponto-de-venda, através de áreas de entretenimento, como acontece comumente em diversos shopping centers. A empresa realiza suporte para eventos de entretenimento em épocas como volta às aulas ou lançamento de um filme para divulgar os seus produtos.
"É comum nos ligarem sugerindo idéias e perguntando preço. Mas não alugamos personagens. O que fazemos é entrar em contato com shoppings centers oferecendo uma parceria, em que cobramos apenas custo de montagem ou mais algum investimento que venha a ser incluído para divulgação da atração", conta Greco ao site.
Nesse e outros trabalhos de divulgação, a empresa opta por realizar ações de Marketing e publicidade voltadas à família, preservando mensagens alegres e positivas. "Pode até ter humor, mas voltado à alegria, não piadas. Essa é uma dificuldade que temos ao trabalhar com agências novas, pois é comum utilizarem o humor a qualquer preço", relata o Diretor de Marketing.
O investimento em Blu-RayOs filmes Disney também são outro destaque, com os sucessos de bilheteria e vendas de DVDs. Em dezembro do ano passado, a Disney começou a lançar algumas de suas produções em formato Blu-Ray, que consolidou-se como o sucessor do DVD. Em dezembro, chegaram a caráter experimental títulos como Piratas do Caribe, Carros e outros sob o selo Buena Vista, como “Todo Mundo em Pânico 4” e “A Outra Face”.
O foco está nos usuários ávidos por novas tecnologias, visto que o preço de um aparelho de Blu-Ray, assim como do próprio disco, ainda é alto para os padrões brasileiros. "Hoje é fácil falar, mas sempre acreditamos que o diferencial técnico do Blu-ray em relação ao HD-DVD nos dava uma vantagem competitiva muito grande. O retorno financeiro ainda é muito baixo, sabíamos que seria assim", afirma o Diretor de Marketing, que falou ainda que futuramente estuda reduzir o preço para facilitar o acesso ao produto, que hoje chega a custa mais de R$ 100,00.
Atualmente, a empresa começa a produzir o primeiro filme brasileiro com a marca Disney. Apesar de atuar há alguns anos no cinema brasileiro sob o selo Miravista, a marca vez investe pela primeira o seu nome em um longa metragem nacional. Trata-se da versão brasileira do sucesso High School Musical. Por enquanto, o projeto está em fase de seleção de atores/cantores, que pode ser acompanhada através do programa "High School Musical: A Seleção", exibido no SBT e Disney Channel.
Outros países da América Latina também estão produzindo suas versões da franquia. Outra novidade que deve surgir no Brasil é um novo espetáculo da Disney. Após uma passagem por Rio e São Paulo no ano passado, depois de uma ausência de vários anos no país, o "Disney On Ice" deve novamente entrar em turnê em todo o Brasil no segundo semestre de 2008 e no primeiro de 2009.
A Disney reuniu todas essas linhas de negócio em um evento exclusivo, realizado anualmente há dois anos. O Expo Disney é uma feira aberta a executivos que desejam fazer negócios com a Disney no Brasil, onde a companhia expõe diversos novos produtos presentes no mercado e outros que ainda virão, como os futuros lançamentos no cinema. Segundo Herbert Greco, a próxima edição está prevista para a primeira semana de agosto. "Chamamos parceiros para fazer negócios em todas as linhas, não apenas produtos de consumo. O nosso objetivo é passar a dimensão da marca Disney ao mercado, mostrando como ela é presente, importante e impactante e como podemos gerar negócios aos nossos parceiros", explica ele.
Mundo do Marketing: Publicado em 22/4/2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Fundação Casa – Um olhar sobre outro prisma
Minha primeira visita à Fundação Casa, aconteceu no dia 7.04.2008 às 9h.
Estava ansiosa e com receio de não encontrar com facilidade, saí cedo de casa.
Chegando, aguardei cerca de 10’ na porta, entre apresentação de documento e liberação da entrada.
Lá fora, olhando ao redor, pude notar sua posição estratégica. No alto em um terreno isolado, se encontra a Fundação.
Cercas, arames farpados, muros de contenção, uma cena aterradora. Isso porque eu estava do lado de fora.
Minha entrada foi autorizada. Falaria com Rose Meire Mendes de Almeida, e Francine Cavallini Landim, diretora da instituição.
Sentei-me para aguardar enquanto era cordialmente cumprimentada por todos os funcionários, sem exceção. Isso me impressionou muito, pois acreditava que iria encontrar um clima tenso e sem grandes mirongas, ainda mais para visitantes.
Ali fiquei até que a Rose veio me recepcionar.
Ficamos conversando por cerca de 1h30. A mística sobre a construção tem chamado a atenção da imprensa, principalmente por conta dos problemas que vêm ocorrendo, muitos deles, alardeados em demasia pela população residente das imediações.
Informação é sempre tudo de mais valioso que podemos portar. Ali, sem meus dois celulares (retidos pela segurança na porta), pude aprender, e muito sobre a Fundação e, confesso, fiquei muito impressionada.
Copiei o texto abaixo do site da Fundação, pois não saberia explicar com tamanha riqueza de detalhes, o trabalho de cada profissional envolvido lá:
“Com capacidade para até 56 adolescentes, a unidade da CASA de internação e internação provisória construída na cidade e conta com um programa inovador trazido pela Pastoral a São Paulo.
Trata-se da Pedagogia Contextualizada, inspirada num modelo de atendimento socioeducativo colombiano e já aplicada com sucesso pela Fundação nos municípios de Sorocaba e Franca.
Método é dividido em fases
A Pedagogia Contextualizada está dividida em dois eixos. No âmbito externo, ela trabalha com a perspectiva de integrar os adolescentes internos à sociedade, por meio do uso de serviços públicos e convênios com parceiros. Em Sorocaba, por exemplo, os adolescentes fazem cursos de capacitação oferecidos pela universidade da cidade, a Uniso.
No âmbito interno, o modelo visa levar o adolescente à reflexão, por meio de um programa que conta com cinco fases. Os jovens só passam de uma fase à outra se tiverem assimilado as reflexões propostas. "O adolescente passa a ter expectativa e a sentir sua evolução”, diz Maria Eli. “Ele consegue visualizar a própria progressão.”
As primeiras fases são a Pré-acolhida e a Acolhida. Nelas, os educadores explicam aos adolescentes recém-chegados o modelo pedagógico e as metas que cada um terá que atingir no período de internação. Depois o jovem passa para a terceira etapa, a confrontação. Nesta fase, os internos refletem sobre os atos que praticaram.
Na quarta parte do programa, chamada de Projeto de Vida, o adolescente reflete, com o auxílio dos educadores, sobre o que farão na vida futura. Na última etapa, chamada de República (ou Projeção Pós-Institucional), os adolescentes começam a fazer atividades externas – sempre com autorização judicial. É a etapa em que o jovem está mais preparado para voltar a conviver em sociedade. http://www.casa.sp.gov.br/site/noticias.php?cod=1013
Quero com esse texto informar. Quero dividir que o trabalho é algo acima do humano e humanitário. Que poder oferecer uma segunda chance e recuperar esse menor é uma glória. Admira-me muito, os tão afamados cristãos, atirarem tantas pedras sem sequer conhecer o trabalho e o propósito da Fundação.
Gostaria que cada cidadão Jundiaiense se dispusesse a ler, conhecer, ou se informar sobre as propostas, sobre o futuro que queremos e que entendessem que ninguém está livre de ter um filho (a) vivendo nesta situação e vai querer oferecer para ele (ela), uma segunda chance, assim como oferecemos cada vez que erram ao longo da vida. Jamais deixará de ser filho, independente do que façam.
Não existe um erro no mundo que seja imperdoável se o praticante assim se arrepender. Se Deus instituiu a confissão para os católicos é porque Ele acredita em sua remissão.
Gostaria que ambas, Rose e Francine, conseguissem transmitir a toda população, a emoção que me transmitiram. O afeto e atenção que desprendem em seu trabalho. A satisfação de poder contribuir com a construção de um mundo e por saber fazer parte da solução e não do problema.
Não estamos falando de um parque de diversões ou um jardim de infância. Não sejamos hipócritas ao acreditar que podemos tratar estes jovens de forma branda, mas em momento algum usar violência ou força. Se o objetivo é reintegrá-los no futuro, é conhecer o que os levou a esse fim. É enxergar mais que os galhos da árvore e explorar suas raízes, fortificando-as para que continue a crescer e não envergue mais seu tronco.
Se não, vejamos:
Folha de S.Paulo 23/09/2001 - 10h21
Ex-interno da Febem agora é doutor pela USP
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u37487.shtml
Por Assessoria de Imprensa, em 28/12/05 12:04
Ex-interno é graduado em Jornalismo, após desenvolver pesquisa sobre a influência da TV na Febem
http://www.febem.sp.gov.br/site/noticias.php?cod=27
Cleonder Evangelista é ex-interno da Febem e autor do livro Uma Luz no Fim do Túnel
http://www.aprendebrasil.com.br/entrevistas/entrevista0120.asp
Ex-interno da Febem nocauteia o destino e brilha em luxuoso hotel paulistano
http://www.terra.com.br/istoe/1856/comportamento/1856_as_marcas_do_pantera.htm
Fábula moderna (essa eu transcrevi na íntegra)
http://veja.abril.com.br/111000/p_070.html
"Você, moleque, com certeza vai ser bandido!" Essa foi a frase que o mineiro Roberto Carlos Ramos mais ouviu na infância. Negro, pobre, abandonado, analfabeto até os 13 anos e um dos campeões de fuga da Febem de Belo Horizonte, tudo levava a crer que o vaticínio se concretizaria. Sua ficha na instituição o definia com uma única palavra: irrecuperável. No entanto, o acaso encarregou-se de inverter os ponteiros da lógica rasteira. Roberto Carlos, hoje com 34 anos, é um exemplo de sucesso na vida profissional e pessoal. Não, nada a ver com montanhas de dinheiro e carrões de luxo. Pedagogo com mestrado na Universidade Estadual de Campinas, ele é um dos mais requisitados palestrantes do país. Pós-graduado em literatura infantil, Roberto Carlos também é um contador de histórias profissional, daqueles capazes de prender a atenção de uma criança hiperativa por horas a fio. Para completar, está prestes a esculpir no bloco duro e frio da realidade seu maior sonho. Foi convidado pelo estilista Carlos Miéle, dono da grife de roupas M. Officer, para coordenar um projeto de educação de crianças carentes em várias capitais do Brasil.
Caçula de uma prole de dez filhos, Roberto Carlos foi enviado à Febem com 6 anos. Ao longo dos sete que passou lá, fugiu exatas 132 vezes. Aos 9 anos, conhecido como "Beto Pivete", já cometia pequenos furtos. Cheirava cola de sapateiro e fumava maconha diariamente. Foi na sala de readmissão da Febem que o acaso o colheu, sob a figura da pedagoga francesa Marguerit Duvas. De férias no Brasil, ela conheceu Roberto Carlos enquanto visitava a instituição. Intrigada e encantada com o garoto vivaz e indomável, ela transformou seu período de descanso numa longa estada e conseguiu a sua guarda. Marguerit o ensinou a falar francês (língua na qual seria alfabetizado por professores particulares) e, depois de três anos, levou-o para Marselha. Na cidade ensolarada do sul da França, Roberto concluiu o colegial e viveu até os 19 anos.
De volta ao Brasil, fez pedagogia e estagiou na mesma Febem onde permaneceu durante a infância. Foi lá que conheceu Alexandre, menor abandonado que acolheu em seu minúsculo apartamento. Em seguida, vieram Moisés, Kleber, Fábio... Atualmente, ele mora com doze "filhos", cujas idades variam de 10 a 25 anos, num casarão de quatro andares em Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte. Todos estudam e os mais velhos também trabalham. Roberto, por sua vez, tira o sustento de sua facúndia. Desfia seu repertório de histórias, composto basicamente de lendas do folclore brasileiro, em festas, escolas e programas de rádio e de TV – as narrativas renderam até um CD e um vídeo. Na outra parte do tempo, roda o Brasil proferindo palestras em empresas do porte da Petrobras, Skol e Vale do Rio Doce. Roberto Carlos usa sua trajetória de vida para falar de motivação de pessoal e estratégias de produção.
Em seu lar incomum, a primeira regra é ter planos – a curto, médio e longo prazo. "Não importa se é comprar uma bicicleta ou fazer faculdade", explica ele. Seu plano de curto prazo? Casar com a enfermeira Marly, dando um final feliz a um namoro que já dura seis anos. A fórmula de Roberto Carlos para guiar seus meninos pela boa estrada é de uma simplicidade franciscana: carinho e educação. Esse binômio está na base das escolas que coordenará para a Fundação M. Officer. Nelas, os menores carentes serão levados a desenvolver suas principais aptidões, para que possam integrar-se como cidadãos plenos numa sociedade que tende a rejeitá-los. "Sou a prova de que não existe criança irrecuperável", diz ele. E acrescenta: "No mundo há os que choram e os que vendem lenços. Hoje, estou entre os que vendem lenços".
Estava ansiosa e com receio de não encontrar com facilidade, saí cedo de casa.
Chegando, aguardei cerca de 10’ na porta, entre apresentação de documento e liberação da entrada.
Lá fora, olhando ao redor, pude notar sua posição estratégica. No alto em um terreno isolado, se encontra a Fundação.
Cercas, arames farpados, muros de contenção, uma cena aterradora. Isso porque eu estava do lado de fora.
Minha entrada foi autorizada. Falaria com Rose Meire Mendes de Almeida, e Francine Cavallini Landim, diretora da instituição.
Sentei-me para aguardar enquanto era cordialmente cumprimentada por todos os funcionários, sem exceção. Isso me impressionou muito, pois acreditava que iria encontrar um clima tenso e sem grandes mirongas, ainda mais para visitantes.
Ali fiquei até que a Rose veio me recepcionar.
Ficamos conversando por cerca de 1h30. A mística sobre a construção tem chamado a atenção da imprensa, principalmente por conta dos problemas que vêm ocorrendo, muitos deles, alardeados em demasia pela população residente das imediações.
Informação é sempre tudo de mais valioso que podemos portar. Ali, sem meus dois celulares (retidos pela segurança na porta), pude aprender, e muito sobre a Fundação e, confesso, fiquei muito impressionada.
Copiei o texto abaixo do site da Fundação, pois não saberia explicar com tamanha riqueza de detalhes, o trabalho de cada profissional envolvido lá:
“Com capacidade para até 56 adolescentes, a unidade da CASA de internação e internação provisória construída na cidade e conta com um programa inovador trazido pela Pastoral a São Paulo.
Trata-se da Pedagogia Contextualizada, inspirada num modelo de atendimento socioeducativo colombiano e já aplicada com sucesso pela Fundação nos municípios de Sorocaba e Franca.
Método é dividido em fases
A Pedagogia Contextualizada está dividida em dois eixos. No âmbito externo, ela trabalha com a perspectiva de integrar os adolescentes internos à sociedade, por meio do uso de serviços públicos e convênios com parceiros. Em Sorocaba, por exemplo, os adolescentes fazem cursos de capacitação oferecidos pela universidade da cidade, a Uniso.
No âmbito interno, o modelo visa levar o adolescente à reflexão, por meio de um programa que conta com cinco fases. Os jovens só passam de uma fase à outra se tiverem assimilado as reflexões propostas. "O adolescente passa a ter expectativa e a sentir sua evolução”, diz Maria Eli. “Ele consegue visualizar a própria progressão.”
As primeiras fases são a Pré-acolhida e a Acolhida. Nelas, os educadores explicam aos adolescentes recém-chegados o modelo pedagógico e as metas que cada um terá que atingir no período de internação. Depois o jovem passa para a terceira etapa, a confrontação. Nesta fase, os internos refletem sobre os atos que praticaram.
Na quarta parte do programa, chamada de Projeto de Vida, o adolescente reflete, com o auxílio dos educadores, sobre o que farão na vida futura. Na última etapa, chamada de República (ou Projeção Pós-Institucional), os adolescentes começam a fazer atividades externas – sempre com autorização judicial. É a etapa em que o jovem está mais preparado para voltar a conviver em sociedade. http://www.casa.sp.gov.br/site/noticias.php?cod=1013
Quero com esse texto informar. Quero dividir que o trabalho é algo acima do humano e humanitário. Que poder oferecer uma segunda chance e recuperar esse menor é uma glória. Admira-me muito, os tão afamados cristãos, atirarem tantas pedras sem sequer conhecer o trabalho e o propósito da Fundação.
Gostaria que cada cidadão Jundiaiense se dispusesse a ler, conhecer, ou se informar sobre as propostas, sobre o futuro que queremos e que entendessem que ninguém está livre de ter um filho (a) vivendo nesta situação e vai querer oferecer para ele (ela), uma segunda chance, assim como oferecemos cada vez que erram ao longo da vida. Jamais deixará de ser filho, independente do que façam.
Não existe um erro no mundo que seja imperdoável se o praticante assim se arrepender. Se Deus instituiu a confissão para os católicos é porque Ele acredita em sua remissão.
Gostaria que ambas, Rose e Francine, conseguissem transmitir a toda população, a emoção que me transmitiram. O afeto e atenção que desprendem em seu trabalho. A satisfação de poder contribuir com a construção de um mundo e por saber fazer parte da solução e não do problema.
Não estamos falando de um parque de diversões ou um jardim de infância. Não sejamos hipócritas ao acreditar que podemos tratar estes jovens de forma branda, mas em momento algum usar violência ou força. Se o objetivo é reintegrá-los no futuro, é conhecer o que os levou a esse fim. É enxergar mais que os galhos da árvore e explorar suas raízes, fortificando-as para que continue a crescer e não envergue mais seu tronco.
Se não, vejamos:
Folha de S.Paulo 23/09/2001 - 10h21
Ex-interno da Febem agora é doutor pela USP
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u37487.shtml
Por Assessoria de Imprensa, em 28/12/05 12:04
Ex-interno é graduado em Jornalismo, após desenvolver pesquisa sobre a influência da TV na Febem
http://www.febem.sp.gov.br/site/noticias.php?cod=27
Cleonder Evangelista é ex-interno da Febem e autor do livro Uma Luz no Fim do Túnel
http://www.aprendebrasil.com.br/entrevistas/entrevista0120.asp
Ex-interno da Febem nocauteia o destino e brilha em luxuoso hotel paulistano
http://www.terra.com.br/istoe/1856/comportamento/1856_as_marcas_do_pantera.htm
Fábula moderna (essa eu transcrevi na íntegra)
http://veja.abril.com.br/111000/p_070.html
"Você, moleque, com certeza vai ser bandido!" Essa foi a frase que o mineiro Roberto Carlos Ramos mais ouviu na infância. Negro, pobre, abandonado, analfabeto até os 13 anos e um dos campeões de fuga da Febem de Belo Horizonte, tudo levava a crer que o vaticínio se concretizaria. Sua ficha na instituição o definia com uma única palavra: irrecuperável. No entanto, o acaso encarregou-se de inverter os ponteiros da lógica rasteira. Roberto Carlos, hoje com 34 anos, é um exemplo de sucesso na vida profissional e pessoal. Não, nada a ver com montanhas de dinheiro e carrões de luxo. Pedagogo com mestrado na Universidade Estadual de Campinas, ele é um dos mais requisitados palestrantes do país. Pós-graduado em literatura infantil, Roberto Carlos também é um contador de histórias profissional, daqueles capazes de prender a atenção de uma criança hiperativa por horas a fio. Para completar, está prestes a esculpir no bloco duro e frio da realidade seu maior sonho. Foi convidado pelo estilista Carlos Miéle, dono da grife de roupas M. Officer, para coordenar um projeto de educação de crianças carentes em várias capitais do Brasil.
Caçula de uma prole de dez filhos, Roberto Carlos foi enviado à Febem com 6 anos. Ao longo dos sete que passou lá, fugiu exatas 132 vezes. Aos 9 anos, conhecido como "Beto Pivete", já cometia pequenos furtos. Cheirava cola de sapateiro e fumava maconha diariamente. Foi na sala de readmissão da Febem que o acaso o colheu, sob a figura da pedagoga francesa Marguerit Duvas. De férias no Brasil, ela conheceu Roberto Carlos enquanto visitava a instituição. Intrigada e encantada com o garoto vivaz e indomável, ela transformou seu período de descanso numa longa estada e conseguiu a sua guarda. Marguerit o ensinou a falar francês (língua na qual seria alfabetizado por professores particulares) e, depois de três anos, levou-o para Marselha. Na cidade ensolarada do sul da França, Roberto concluiu o colegial e viveu até os 19 anos.
De volta ao Brasil, fez pedagogia e estagiou na mesma Febem onde permaneceu durante a infância. Foi lá que conheceu Alexandre, menor abandonado que acolheu em seu minúsculo apartamento. Em seguida, vieram Moisés, Kleber, Fábio... Atualmente, ele mora com doze "filhos", cujas idades variam de 10 a 25 anos, num casarão de quatro andares em Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte. Todos estudam e os mais velhos também trabalham. Roberto, por sua vez, tira o sustento de sua facúndia. Desfia seu repertório de histórias, composto basicamente de lendas do folclore brasileiro, em festas, escolas e programas de rádio e de TV – as narrativas renderam até um CD e um vídeo. Na outra parte do tempo, roda o Brasil proferindo palestras em empresas do porte da Petrobras, Skol e Vale do Rio Doce. Roberto Carlos usa sua trajetória de vida para falar de motivação de pessoal e estratégias de produção.
Em seu lar incomum, a primeira regra é ter planos – a curto, médio e longo prazo. "Não importa se é comprar uma bicicleta ou fazer faculdade", explica ele. Seu plano de curto prazo? Casar com a enfermeira Marly, dando um final feliz a um namoro que já dura seis anos. A fórmula de Roberto Carlos para guiar seus meninos pela boa estrada é de uma simplicidade franciscana: carinho e educação. Esse binômio está na base das escolas que coordenará para a Fundação M. Officer. Nelas, os menores carentes serão levados a desenvolver suas principais aptidões, para que possam integrar-se como cidadãos plenos numa sociedade que tende a rejeitá-los. "Sou a prova de que não existe criança irrecuperável", diz ele. E acrescenta: "No mundo há os que choram e os que vendem lenços. Hoje, estou entre os que vendem lenços".
Assinar:
Postagens (Atom)